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Urbes implantará dispositivo para travessia segura de pessoas com mobilidade reduzida

Foto: Divulgação/Secretaria de Comunicação
Postado em: 22/01/2020

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Proporcionar mais segurança aos pedestres durante a travessia, especialmente àqueles que possuem mobilidade reduzida, e incentivar o caminhar como modo de deslocamento, cumprindo o que propõe o Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana (PDTUM) de Sorocaba. Esse é o objetivo do Travessia + Segura, programa encabeçado pela Prefeitura de Sorocaba e realizado pela Urbes – Trânsito e Transportes e Secretaria de Mobilidade e Desenvolvimento Estratégico.

 

Os detalhes técnicos foram apresentados à prefeita Jaqueline Coutinho (sem partido) nesta quarta-feira (22), durante reunião realizada no 6º andar do Paço. A ideia partiu da própria prefeita, que conheceu o sistema de travessia de pedestre de Curitiba-PR. Ali são utilizadas botoeiras inclusivas que aumentam o tempo para a travessia do pedestre que tenha alguma deficiência ou dificuldade de locomoção.


A botoeira é um acessório utilizado para o acionamento manual dos tempos para pedestres do controlador semafórico, visando facilitar as travessias. Com o dispositivo inteligente e inclusivo, é possível aumentar o tempo de travessia para as pessoas que possuem algum tipo de dificuldade na mobilidade.

 

“O objetivo da implantação desse novo equipamento nos semáforos é dar mais segurança para as pessoas que precisam do olhar da inclusão em Sorocaba”, destacou a prefeita Jaqueline, que completou: “Tão logo conheci sistema parecido em Curitiba, mas que naquela cidade o cidadão utiliza um cartão para acionar um tempo maior para travessia, pensei em adotar aqui em nossa cidade sistema de tecnologia inclusiva e que garanta maior segurança aqueles que possuem alguma deficiência ou mobilidade reduzida.”


De acordo com a resolução 704/2017 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a botoeira é um dispositivo não-obrigatório nos cruzamentos semaforizados e que possuem travessia de pedestres. No entanto, quando instalado, a partir de outubro de 2017, a botoeira deve estar de acordo com o que prevê a resolução.

 

A botoeira deve conter bip sonoro simultâneo para indicar a abertura ou fechamento do semáforo de pedestres, emissão de uma mensagem de voz gravada e escrita em braile. Outra medida importante prevista na resolução 704/2007 do Contran é que o local deve contar com piso podotátil e rampa para atender as necessidades das pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida.

 

Sorocaba já possui sete cruzamentos com botoeiras sonoras: Rua São Bento x Padre Luiz, Rua Álvaro Soares x Rua Cel. Benedito Pires, Rua Sete de Setembro x Rua Padre Luiz, Rua Sete de Setembro x Rua Miranda Azevedo, Rua da Penha x Rua Padre Luiz, Rua Álvaro Soares x Ramo “A” do Terminal Sto Antônio e Av. Washington Luiz x Rua Barão de Piratininga, além do cruzamento da Rua da Penha com Barão do Rio Branco, que também ganhará a botoeira inclusiva. Todos ganharão o novo dispositivo e as adequações de acessibilidade necessárias.


Juntos, esses cruzamentos somarão 19 botoeiras. A escolha dos locais leva em consideração a priorização da mobilidade na região central e corredores com alta demanda de pedestres. A meta da Prefeitura de Sorocaba é que todos os equipamentos estejam em funcionamento até a primeira quinzena de março deste ano.


De acordo com o que propõe o PDTUM, tratar a questão do pedestre no contexto da Mobilidade Urbana significa propor facilidades ao modo mais importante para o funcionamento da cidade. Pesquisa de origem e destino realizada na cidade em 2013 detectou que cerca de 30% dos deslocamentos diários são feitos a pé. Caminhar é o único modal presente em todos os tipos de viagem, seja como modo principal, seja como modo complementar. Resumindo: em algum momento do dia, todos são pedestres.

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