Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Universitário cria respirador emergencial 28 vezes mais barato que os comprados pelo governo

Jovem Pan News
Postado em: 27/07/2020

Compartilhe esta notícia:

Jovem Pan News

O estudante Robson Muniz, do curso de engenharia civil da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), criou um respirador emergencial de baixo custo, construído à base de componentes exclusivamente nacionais. O custo médio do produto final gira em torno de R$ 2,5 mil, valor menor que os ventiladores mecânicos de preços mais acessíveis. Os adquiridos pelo Ministério da Saúde em abril deste ano para o tratamento de infectados pelo coronavírus chegaram a custar a US$ 13 mil cada (aproximadamente R$ 69,6 mil, de acordo com a cotação atual). O produto de Muniz é 28 vezes mais barato que os adquiridos pelo governo.

Para desenvolver o aparelho, foi usada uma bolsa de ressuscitação manual, conhecida como “bolsa Ambu”, um motor de vidro elétrico de carro, disponível em qualquer lugar, e peças mecânicas, projetadas de modo a permitir que a máquina seja potente, mas leve. “Na parte eletrônica que controla o motor, o respirador usa uma placa [de prototipagem eletrônica de código aberto] chamada Arduíno, que tem hardware [parte física de um computador] incorporado”, explicou Muniz. Esse hardware serve para controlar a velocidade com que a bolsa vai ser pressionada, bem como o volume de ar que o paciente vai receber por minuto.

Robson Muniz disse que o projeto foi desenvolvido obedecendo a todos os requisitos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e contou com apoio de todo os professores do curso de engenharia da PUCPR. O estudante vem trabalhando no respirador manual desde maio e aguarda para esta semana a certificação pela Anvisa, para que possa buscar investidor interessado em produzir em escala. A ideia, segundo ele, é “fazer uma coisa bem acessível que possa servir em postos de saúde, hospitais, no atendimento a pessoas infectadas pela Covid-19, desde a unidade de pronto-atendimento até a unidade de terapia intensiva”. Testes foram realizados nos dois hospitais da PUCPR, que são o Universitário Cajuru (HUC) e o Marcelino Champagnat.

Como a demanda mundial durante a pandemia do novo coronavírus era muito maior que a oferta, a intenção do estudante da PUCPR era desenvolver um respirador artificial que pudesse ser produzido rapidamente. Cada motor desse tipo que ele desenvolveu é montado em menos de uma hora, por uma pessoa sozinha. “Dá para montar centenas em um dia só”, destacou. O projeto pode ser reproduzido em nível nacional, para alcançar maior número possível de pessoas. Muniz observou, no entanto, que esse é um equipamento emergencial, liberado pela Anvisa para uso durante a pandemia. “Depois da pandemia, ele tem que ser recolhido. Ele é, justamente, para aliviar o sistema de saúde neste momento”, esclareceu. O projeto tem que ser muito robusto porque fica ligado direto, no mínimo, durante 15 dias. “Ele não pode dar defeito porque o paciente fica sedado e respira por meio dele.”

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mulher é presa após ser flagrada com mais de 2,4 mil munições em ônibus na Castello

Guarda Civil detém adolescente com quase 200 porções de drogas durante operação "Pancadão"

Servidores que atuarão no Hospital de Campanha recebem treinamento especializado sobre Covid-19

“Obstáculos serão vencidos”, diz Bolsonaro durante cerimônia militar

Motorista da Uber é morta com dois tiros no pescoço

Inscrições para as oficinas culturais on-line de agosto acabam nesta segunda