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Uber off: parte dos motoristas de Apps de Sorocaba também vão aderir ao movimento

Postado em: 07/05/2019

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Motoristas de aplicativos de transporte de Sorocaba também vão aderir ao movimento global nesta quarta-feira (8), no dia em que uma das principais empresas de aplicativos deve fazer a estreia na Bolsa de Valores.

De acordo com o presidente da Associação de Sorocaba e Região dos Motoristas por Aplicativos Particulares, (Asmap), Rogério Cruz, parte dos profissionais vão estar com os dispositivos desligados. “Uma parte dos profissionais vão desligar o aplicativo, porém não faremos manifestação. A atuação contra o aplicativo seria essa, desligar o dispositivo, para que a empresa tenha uma perda nos ganhos”.

Os protestos são contra o que os motoristas consideram baixas tarifas cobradas pela empresa que, somada ao aumento dos preços do combustível, vem corroendo seus gastos e alongando as jornadas de trabalho.

Na capital

O movimento, que ganhou o nome “Uber Off” (Uber desligado), segue orientação de associações de motoristas internacionais, diz Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo).

“A Uber passa um valor de tarifa para o motorista muito baixo e a empresa só cresce, ficando bilionária, ganhando valores exorbitantes”, diz.

Segundo ele, com a gasolina muitas vezes custando mais de R$ 5 o litro, é comum que motoristas façam viagens nas quais seus ganhos, descontados os custos, são de centavos.

Reclama que o último reajuste da Uber foi há três anos. Segundo ele, o problema também acontece nas outras plataformas do mercado, 99 e Cabify, e quem trabalha com elas também deve desligar os aplicativos.

Está programado um protesto às 8h no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. De lá, motoristas devem seguir a pé até o prédio da B3, Bolsa de Valores de São Paulo.

Os protestos na rua foram organizados espontaneamente pelos motoristas, sem a participação da associação, que os apoia.

O movimento é divulgado por grupos de WhatsApp e vídeos no YouTube. Souza diz que, como nem todos os motoristas participam dessas redes, é provável que ainda haja carros na rua durante o dia de paralisação.

Os YouTubers do setor recomendam que os motoristas trabalhem por mais horas nos dias anteriores à paralisação para não terem prejuízo. Também pedem respeito aos que decidirem trabalhar nesta quarta por precisarem pagar suas contas.

Motoristas ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato confirmaram estar a par do movimento e que não ligariam seus aplicativos em apoio.

Uma motorista reclamou por trabalhar mais de 12 horas por dia em meio a um trânsito caótico, ganhar pouco e ver o preço da gasolina aumentando dia a dia. (Agência Brasil)

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