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Lutador pode responder por homofobia, cárcere privado e tentativa de homicídio

Postado em: 11/07/2019

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O professor sorocabano de artes marciais Herman Gutierrez, suspeito de agredir duas ex-atletas da cidade, pode ser ser investigado por lesão corporal, cárcere privado, homofobia e tentativa de homicídio. O advogado que representa as vítimas, Luiz Antônio Barbosa, conseguiu na Justiça medida protetiva para que o suspeito não se aproxime mais das vítimas.

De acordo com o advogado, a ex-lutadora do UFC Ericka Almeida e a irmã dela, a também lutadora Ellen Almeida, foram vítimas do professor por vários anos. Após se sentirem ameaçadas, ambas foram embora de Sorocaba. O inquérito foi aberto, em 2018, na Delegacia de Defesa da Mulher de Curitiba, mas o juiz entendeu que o caso deveria ser investigado em Sorocaba. Na ocasião, por existir apenas o boletim de ocorrência registrado, a Justiça não entrou com a medida protetiva.

Mesmo em outra cidade, as duas vítimas ainda se sentiam ameaçadas pelo lutador. Embora o BO registrasse apenas a denúncia feita Ericka, o advogado pediu junto à Justiça e foi acatado que a medida protetiva se estendesse para Ellen.

Ainda de acordo com o advogado, mesmo sem ter contato com as vítimas, o professor ainda tinha acesso às contas bancárias das vítimas. “As vítimas ficaram preocupadas com o que ele poderia fazer, já que tinha acesso a vida financeira delas”, informou o advogado.

Assustadas, as ex-atletas contaram que, mesmo em outra cidade, foram alvo de perseguição do professor. “Ele ligou em algumas academias, dizendo que estariam recebendo meninas problemáticas”, completou Barbosa.

Homofobia

Quando ainda treinava na academia, Ellen contou que foi vítima de homofobia. O professor enfático em dizer que a vítima tinha que ficar atenta, porque na academia havia alunas que eram ‘sapatão’, e que era “a mesma coisa como ter homem na aula”.

Defesa

O treinador, por meio de nota de sua assessoria, nega todas as acusações e considera ser vítima de perseguição de pessoas que querem pretendem atrapalhar a vida profissional dele. No posicionamento oficial, Gutierrez encaminhou um texto no qual rebate todas as denúncias. “Eu, Herman Gutierrez, venho através deste afirmar que nenhuma das acusações. Estou sendo perseguido por pessoas que querem acabar com minha carreira e história. Em mais de 20 anos de carreira nunca tive nenhum problema que me desabonasse. Sou cumpridor da lei e respeito o ser humano acima de tudo. Luta não significa violência. Sou contra violência, principalmente com as mulheres. Minha inocência ficará provada ao final das investigações. Estou à disposição das autoridades para esclarecimentos e vou até o fim dessa história para provar que sou inocente e uma pessoa do bem”.

Sobre a denúncia de homofobia, Herman reitera sua inocência. “Informa que a denunciante está tirando de contexto, utilizando-se de trechos conversas que tinham através de redes de comunicação, para prejudica-lo e manchar sua reputação ilibada”.
No que tange a homofobia, o atleta afirma que a denunciante não apresentou a conversa na integra e que ambos conversavam a respeito da facilidade que as mulheres homossexuais possuem no requisito “sedução”.

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