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Taty não possui registro que permite atuar na área de administração, informa conselho

Postado em: 07/05/2019

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O Conselho Regional de Administração, em resposta à CPI do Falso Voluntariado, informou que Tatiane Pólis não possui o chamado CRA, registro profissional que permite atuação em consultoria na área de administração.

De acordo com o Termo de Adesão a Serviço Voluntariado, assinado pelo prefeito José Crespo, que daria à Taty Pólis a oportunidade de trabalhar como voluntária, uma de suas funções era a de: “assessoria e consultoria em gestão comercial, administração, marketing e comunicação”. Veja abaixo

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Segundo as informações do CRA fornecidas à CPI, que tem como presidente a vereadora Iara Bernardi (PT) e relatora Fernanda Garcia (PSOL), “a Sra. Tatiane Regina Góes Pólis não possui Registro Profissional nesse CRA-SP. A atividade ‘Consultoria em Administração’ envolve todas as áreas das ciências da ‘Administração Geral, assim como, Administração Financeira, Administração Mercadológica/Marketing, Organização, Sistemas e Métodos e Programas de Trabalho, Administração de Pessoas/RH, bem como outros campos em que esses se desdobrem ou aos quais sejam conexos” que nos termos do art. 2° da Lei 4769/65 e 3º do Regulamento aprovado pelo Decreto 61.934/67, reservaram privativamente para o Administrador 2 (bacharel em Administração com o devido Registro Profissional no CRA da Unidade Federativa na qual atua)”.

As informações foram fornecidas por Aida Rodrigues, Coordenadora Regional Seccional Sorocaba, em 24 de abril de 2019.

Investigada pela polícia

A ex-assessora da Prefeitura de Sorocaba, Tatiane Pólis, teria prestado serviços ao governo do prefeito José Crespo de modo ilegal, segundo decreto assinado pelo próprio chefe do Executivo, em 2017. Após o escândalo repercutir, Crespo revogou o decreto. A ex-funcionária, que foi condenada a quatro anos de prisão em regime aberto no caso do diploma falso, com pena revertida em multa e prestação de serviço, foi flagrada em diversos eventos da prefeitura, como inaugurações e reuniões nos gabinetes do 6º andar do Paço Municipal.

A Polícia Civil investiga a atuação ‘voluntária’ de Tatiane Pólis na prefeitura. A ação é tipificada criminalmente como Usurpação de Função Pública, de acordo com o artigo 328 do Código Penal.

As multifunções de Taty Pólis

O Ipa Online analisou o conteúdo dos e-mails trocados entre o ex-secretário de Comunicação de Eventos Eloy de Oliveira, Tatiane Polis, e o prefeito José Crespo (DEM). As mensagens foram entregues pelo Ex-titular da Secom à Polícia Civil.

Em 14 e-mails enviados por Crespo, em nenhum momento, ele refere-se a Taty Polis como voluntária, mas delega a ela oito funções diferentes para trabalhar em seu governo.

Crespo cometeu seis ilegalidades para manter Taty ao seu lado

De acordo com o relatório parcial da CPI, Crespo teria cometido seis ilegalidades para manter Tatiane ao seu lado na prefeitura, entre elas infração político-administrativa, crime de responsabilidade, e improbidade administrativa. Com base no documento, foi aberta uma Comissão Processante para investigar as ações do prefeito mediante as acusações.

Voluntária receberia R$ 11 mil

O ex-secretário de Comunicação e Eventos Eloy de Oliveira revelou que Crespo teria insistido para que a empresa DGentil, com nome fantasia de Estação Primeira da Propaganda, pagasse um valor a Tatiane Polis por seu voluntariado. Primeiro, ele tentou que ela fosse contratada. A empresa se recusou, mas seu proprietário, Luís Navarro, aceitou a pagar a ela um valor de R$ 11 mil, por determinação de Crespo, para através do contrato de Publicidade que a agência tem com a Prefeitura, licitado em R$ 20 milhões. Ela seria voluntária na Secretaria de Comunicação. Durante depoimento à CPI, Navarro negou a acusação.

Durante depoimento também à CPI, Tatiane Pólis negou todas as acusações contra ela e disse nunca ter recebido salário de R$ 11 mil.

Prefeito se desmente

O prefeito José Crespo gravou um vídeo para defender-se das denúncias feitas por Eloy. Entretanto, a gravação publicada na página pessoal dele, o próprio prefeito se desmente com relação ao início das atividades da “voluntária”. Além de confirmar a veracidade os documentos, divulgados em primeira mão pelo IPA Online, o prefeito informou uma quarta data diferente para o início das atividades de Pólis como voluntária.

No vídeo gravado no gabinete do Paço Municipal, ponto facultativo na Prefeitura, o prefeito reconhece a veracidade dos emails e, por volta de 1 minuto e 20 segundos, afirma que Tatiane Pólis iniciou seu trabalho voluntário em 2019. “Isto é com relação a um trabalho dela que ela passou a fazer, tão logo veio como voluntária, no mês de janeiro agora de 2019”.

A versão do prefeito contrasta com suas respostas oficiais logo no início da crise do Falso Voluntariado, em fevereiro deste ano. Segundo a Prefeitura na época, em 13 de dezembro de 2018 a ex-assessora já era voluntária.

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