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Sorocabanos vão a hipermercado da ZN protestar contra morte de homem negro no Carrefour

Foto: reprodução
Postado em: 22/11/2020

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Dezenas de pessoas protestaram no hipermercado Carrefour, localizado na Zona Norte de Sorocaba, contra o homicídio de Beto Freitas, 40 anos, homem negro morto após ter sido espancado e asfixiado por seguranças em uma unidade da rede em Porto Alegre (RS). 


Em Sorocaba, a manifestação ocorreu durante a tarde desse domingo, e foi agendada pelo Movimento Antirracista de Sorocaba, por meio das redes sociais. 


No local, várias pessoas compareceram carregando faixas com os dizeres "vidas negras importam" e gritaram palavras de ordem como "racistas, fascistas não passarão". Elas também relembraram o coro usado em protestos contra a morte de Marielle Franco, ao reproduzir "Beto Freitas presente". 


O grupo marchou até a entrada da loja e iniciou discursos de protesto contra a morte de Beto e também contra atos racistas.


A Polícia Militar esteve no local e fez a segurança do protesto. 


Cruzes pretas pela cidade

 

O Movimento Antirracista Sorocabano instalou cruzes pretas na Prefeitura, Zona Norte, Zona Sul, Zona Oeste, Zona Leste e no Centro, em sinal de luto e solidariedade com a população negra. Conforme postagem publicada na página do Movimento no Facebook, a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil.
 
Somente semana passada, foram registrados e expostos em rede nacional dois casos de violência policial contra o negro. "As manifestações que surgiram após o assassinato de George Floyd não param, o povo preto do mundo inteiro está se mobilizando em prol da justiça e nós faremos o mesmo", diz o texto.


O caso Beto Freitas


Beto Freitas foi morto na última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra, celebrado em dia 20 de novembro. O homem, negro, de 40 anos de idade, foi espancado no supermercado Carrefour, em um bairro da zona norte de Porto Alegre. Os agressores, um segurança do local e um policial militar temporário fora de serviço (exerce apenas atividades administrativas e de guarda), foram presos em flagrante e podem ser enquadrados no crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.


Tudo aconteceu quando a vítima, identificada como João Alberto Silveira Freitas, teria discutido com a caixa do estabelecimento. Ele foi conduzido pelo segurança da loja até o estacionamento onde começaram as agressões. Um vídeo que mostra a cena circula nas redes sociais. O segurança está detido no Palácio da Polícia de Porto Alegre. Já o policial foi encaminhado para um presídio da Brigada Militar (BM). 

 

O governador do estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se manifestou pelas redes sociais. “Infelizmente, na data em que deveríamos celebrar políticas públicas e avanços na luta por igualdade racial [refere-se ao Dia da Consciência Negra], nos deparamos com cenas que nos deixam indignados pelo excesso de violência que levou à morte um cidadão negro”, lamentou. O governador prestou solidariedade à família de João Alberto.

 

Carrefour


Em nota, o Carrefour disse que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos "neste ato criminoso" e que romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. A empresa disse que também vai desligar de seu quadro o funcionário que estava no comando da loja "no momento do incidente". A loja não abriu no Dia da Consciência Negra.  

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