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Sorocaba registra 1.062 casos de dengue, divulga prefeitura

Foto: Agência Sorocaba
Postado em: 30/10/2019

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Sorocaba registrou até o momento 1.062 casos de dengue. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Saúde do município. De acordo com ela, "em comparação com cidades como Campinas e Bauru, que já ultrapassam 25 mil confirmações da doença, Sorocaba se encontra num cenário favorável". 

Também foram confirmados 87 casos de chikungunya na cidade. Não há casos de zika e apenas uma confirmação importada de febre amarela.

A prefeitura afirmou manter diversas ações de conscientização em escolas e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), orientando a população a tomar as medidas corretas para combater a proliferação do mosquito. Além disso, Sorocaba realizou dois ‘Dia D’ de combate à dengue no ano de 2019.

Nesta terça-feira (29) a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde (SES), divulgou o resultado da nova Avaliação de Densidade Larvária (ADL), realizada no mês de outubro. De acordo com a Divisão de Zoonoses, o resultado foi de 1,1%, que indica sinal de alerta para infestação do mosquito Aedes aegypti na cidade. Houve redução do indicador em relação à última avaliação feita em julho, quando o índice era de 1,5% (alerta) e, também, em comparação aos meses de janeiro (4,4%) e abril (3,6%).

De acordo com a SES, os índices são classificados entre satisfatório (até 1%), alerta (acima de 1% até 3,9%) e risco (acima de 3,9%). A área com a maior quantidade de larvas de Aedes aegypti foi a região Centro-Norte, com 2,3% dos imóveis com larvas do mosquito. Em seguida, a região Noroeste, com 1,7%. As regiões Centro-Sul e Norte, tiveram índices de 1,2%. Já as áreas Sudoeste e Sudeste, apresentaram um índice abaixo de 1%.

A ADL é uma atividade de vistoria dos imóveis na cidade de forma amostral e que tem por objetivo quantificar a infestação de mosquitos em todas as áreas da cidade, além de mensurar a quantidade de recipientes existentes; quais os principais tipos de criadouros; quantos estavam com água parada, quantos tinham larvas de mosquito e, destes, quantos estavam com larvas do Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

Essa avaliação permite direcionar as ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti na cidade, concentrando as ações em áreas com maiores índices de infestação, determinando quais atividades serão realizadas, baseando-se nos recipientes e criadouros mais frequentes na área envolvida.

Segundo a chefe da Divisão de Zoonoses, Thais Buti, mesmo com o baixo índice larvário, ainda há risco de epidemia no ano que vem. “Apesar do índice geral próximo do satisfatório, a quantidade de recipientes existentes ainda é alta, e que, com o início das chuvas e aumento das temperaturas, a infestação do Aedes aegypti na cidade aumentará, levando a uma intensa transmissão de casos de arboviroses. Isto, aliado a não interrupção da transmissão da dengue durante o inverno e a introdução do vírus da Dengue tipo 2, que há anos não circulava na cidade, são fatores que podem levar a uma epidemia para o ano de 2020”, alerta.

Thais também ressalta que os trabalhos da Zoonoses estão sendo feitos de forma intensificada, mas o papel da população é de extrema importância para que a cidade não enfrente uma nova epidemia como a de 2015. “O papel do Poder Público está sendo feito. Inúmeras ações são realizadas o ano inteiro, porém, a sensibilidade e conscientização do cidadão é essencial”, completa.

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