Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Sorocaba mantém estado de alerta para infestação do mosquito Aedes aegypti

Postado em: 29/10/2019

Compartilhe esta notícia:

Nesta terça-feira (29), a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde (SES), divulgou o resultado da nova Avaliação de Densidade Larvária (ADL), realizada no mês de outubro. De acordo com a Divisão de Zoonoses, o resultado foi de 1,1%, que indica sinal de alerta para infestação do mosquito Aedes aegypti na cidade. Houve redução do indicador em relação à última avaliação feita em julho, quando o índice era de 1,5% (alerta) e, também, em comparação aos meses de janeiro (4,4%) e abril (3,6%).

 

De acordo com a SES, os índices são classificados entre satisfatório (até 1%), alerta (acima de 1% até 3,9%) e risco (acima de 3,9%). A área com a maior quantidade de larvas de Aedes aegypti foi a região Centro-Norte, com 2,3% dos imóveis com larvas do mosquito. Em seguida, a região Noroeste, com 1,7%. As regiões Centro-Sul e Norte, tiveram índices de 1,2%. Já as áreas Sudoeste e Sudeste, apresentaram um índice abaixo de 1%.

 

A ADL é uma atividade de vistoria dos imóveis na cidade de forma amostral e que tem por objetivo quantificar a infestação de mosquitos em todas as áreas da cidade, além de mensurar a quantidade de recipientes existentes; quais os principais tipos de criadouros; quantos estavam com água parada, quantos tinham larvas de mosquito e, destes, quantos estavam com larvas do Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

 

Essa avaliação permite direcionar as ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti na cidade, concentrando as ações em áreas com maiores índices de infestação, determinando quais atividades serão realizadas, baseando-se nos recipientes e criadouros mais frequentes na área envolvida.

 

Segundo a chefe da Divisão de Zoonoses, Thais Buti, mesmo com o baixo índice larvário, ainda há risco de epidemia no ano que vem. “Apesar do índice geral próximo do satisfatório, a quantidade de recipientes existentes ainda é alta, e que, com o início das chuvas e aumento das temperaturas, a infestação do Aedes aegypti na cidade aumentará, levando a uma intensa transmissão de casos de arboviroses. Isto, aliado a não interrupção da transmissão da dengue durante o inverno e a introdução do vírus da Dengue tipo 2, que há anos não circulava na cidade, são fatores que podem levar a uma epidemia para o ano de 2020”, alerta.

 

Thais também ressalta que os trabalhos da Zoonoses estão sendo feitos de forma intensificada, mas o papel da população é de extrema importância para que a cidade não enfrente uma nova epidemia como a de 2015. “O papel do Poder Público está sendo feito. Inúmeras ações são realizadas o ano inteiro, porém, a sensibilidade e conscientização do cidadão é essencial”, completa.

 

 

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Doria veta uso de parque e obriga MST a adiar feira de alimentos em SP

Traficante é preso por cultivar maconha dentro de apartamento em Tatuí

Igrejas vão reabrir em Sorocaba a partir de segunda; Normas sanitárias serão definidas hoje

Moradores plantam bananeiras nas ruas do Parque São Bento em protesto aos buracos

Garoto de 16 anos confessa participação em roubo de loja no Jardim Santa Lúcia

Pnad Covid-19: desemprego chega a 14,2% em novembro