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Ser ou fazer, eis a questão da modernidade feminina

Postado em: 04/05/2019

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Por Vanderlei Testa

Circula pelas redes sociais e, a amiga, presidente da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas-ADCE, de São Paulo, Gigi Cavalieri me enviou o vídeo em que algumas mulheres refletem sobre o “Ser ou Fazer”. Destaco essas duas palavrinhas mágicas da humanidade neste tempo de modernidade.

Logo de início uma senhora com seus cabelos brancos e um olhar penetrante pela sabedoria que transmite diz: “ se eu fosse jovem agora, eu não tenho certeza de como iria lidar”. Já a segunda depoente cita “com todas as coisas que você têm, as oportunidades, a tecnologia, eu prefiro pensar que seria um mundo de satisfação.

E assim por diante, os depoimentos seguem no fazer e na pressão que o mundo exige para ser a mãe perfeita, a esposa perfeita, a amiga perfeita. Pressão para ser bem sucedida, uma chefe, uma líder.

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Cora Coralina

No Reino Unido, sete em cada dez mulheres se sentem pressionada a ser a mulher perfeita. E vem a grande sacada da voz da experiência com a frase: “ se eu estivesse em meus tempos de juventude de novo, eu não criaria uma lista do que “fazer”, mas do que não fazer”.

Vejo neste vídeo que acaba com a valorização do significado de ser mais gente em tudo. Amar mais, estar mais junto daqueles que fazem parte da nossa vida, ser mais humano e não máquina de apertar teclados de smartphones. Viver intensamente cada segundo, cada hora, cada dia.

A Gigi Cavalieri é uma das empresárias que conheço que faz da vida uma realidade concreta de vivência solidária. Ela irradia a energia do bem e traz com sua família o DNA de seus pais, os quais tive a honra de conhecer. São os fundadores da ADCE no Brasil em 1950.

Maio é o mês dedicado às mulheres. Dia das Mães e mês consagrado pela religião católica à mãe de Jesus, Maria. Há milhões ou bilhões de mulheres no mundo que fazem a diferença com suas ações de afeto e caridade.

Convivi com a dona Maria Claro, que em vida só conquistou amigos. Uma mulher simples e meiga que na sua existência de mais de 80 anos plantou o que chamamos de amor. Doou uma grande área para a Creche que acabou levando o seu nome como homenagem e que abriga dezenas de crianças especiais. Trabalhou muito em toda a sua vida pelo próximo, desde tecendo enxovais aos bebês até alimentando os famintos e desamparados.

O ser também foi a meta da história da madre Teresa de Calcutá. Da irmã Dulce, da Bahia, da incansável Edna no Santuário de Santa Filomena, da Conceição na Comunidade do Divino Espírito Santo. O ser é algo que nasce no espírito de quem vê no ser humano mais que um corpo, roupa, nome, status social, dinheiro e profissão.

A figura da mãe que gera filhos, da mulher que não gera, mas acaba sendo materna nas suas atitudes, sempre estará florida e com o perfume e singeleza do dom maior da vida. E finalizo com a frase da Cora coralina: “recria tua vida sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doce. Recomeça!”.

 

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Vanderlei Testa é jornalista e publicitário

@artigosdovanderleitesta

Os artigos de Vanderlei Testa são veiculados aos sábados no www.jornalipanema.com.br

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