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Secretária de Saúde responde dúvidas até de vice durante entrevista na IPA FM

Postado em: 16/05/2019

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A secretária de Saúde de Sorocaba, Kely Schettini, foi entrevistada no Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, nesta manhã de quinta-feira (16), e esclareceu dúvidas de diversos ouvintes durante o programa. Um fato que chamou a atenção durante a entrevista foi a interação da vice-prefeita Jaqueline Coutinho, pelo WhatsApp da rádio (15 – 99823-4291), para também fazer perguntas à nova chefe da Pasta.

Kely assumiu a Saúde em 2 de maio deste ano, após pedido de exoneração da ex-secretária Marina Elaine Pereira. A nova chefe é psicóloga pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) com especialização em psicologia hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo). Ela também possui experiência em gestão pública e já trabalhou no CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo).

Atraso de repasses

Um dos assuntos respondidos por Kely foi a questão de atraso de repasse de verbas a terceirizadas que fazem atendimento em unidades de saúde, como as UPHs, por exemplo. O coordenador do Jornal Ipanema, Gustavo Ferrari, remeteu a questão do atraso de pagamento ao BOS (Banco de Olhos de Sorocaba), por exemplo, quando este administrava a UPH da Zona Leste. Nesta quarta-feira (15), a gestão foi transferida para a Santa Casa. “Muitas vezes, acontece um delay de dias, mas o prefeito não atrasa de forma comprometedora nenhum tipo de pagamento. Nesse sentido, a questão da prefeitura, a postura da prefeitura, inclusive, é de pagar dívidas contraídas de gestões anteriores, sem ser nessa gestão, e isso sempre onera o município”, relatou ela.

Kely, que é natural de Porto Feliz, foi questionada se está residindo em Sorocaba e respondeu que não. “Estou me informando sobre a legalidade desta condição”, esclareceu.

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Kely Schettini nos estúdios da Rádio Ipanema

Questionamentos da vice-prefeita

Pelo WhatsApp da Rádio Ipanema, a vice-prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho interagiu e questionou a secretária sobre a quantidade de ambulâncias ativas no município. Segundo a vice, munícipes aguardam pela chegada das viaturas por até três horas. Kely respondeu que há 13 ambulâncias brancas, mas ressaltou que não é um número a contento. “Estamos atrás de verbas, caso os vereadores queiram contribuir com emendas impositivas […]. Há também cinco Betas, e duas Alfas do Samu”.

Outro questionamento da vice é se a direção do Instituto Diretrizes, que faz a gestão das UPHs Oeste e Norte é composta por médicos. Kely afirmou que sim. A secretária, ao vivo, mandou recado para Jaqueline e afirmou que está à disposição da mesma para responder a dúvidas e conversar sobre demandas.

Um dado divulgado pela secretária surpreendeu os apresentadores na bancada. De acordo com Kely, a rede municipal de saúde registra 30% de absenteísmo (falta) de pacientes a consultas e exames nas UBSs e Policlínica Municipal de Especialidades. “Às vezes as pessoas consegue fazer exames particulares ou simplesmente não vão nas consultas”, revelou.

Baixa demanda de atendimento nas UPHs

Kely foi questionada sobre a questão de um atendimento de munícipes menor nas UPHs do que é pago pelo contrato de terceirizações. O balanço do primeiro mês de atendimentos das UPHs da Zona Norte e Zona Oeste, após o processo de terceirização do comando das duas unidades, agora é feito pelo Instituto Diretrizes. E o resultado foi um número de atendimentos 45% inferior ao anunciado pelo governo do prefeito José Crespo na assinatura do contrato, em 5 de janeiro.

Segundo informações da Secretaria da Saúde, as UPHs realizaram um total aproximado de 20,4 mil atendimentos (19.400 atendimentos adultos e pediátricos, mais 995 atendimentos odontológicos) em fevereiro, entre os dias 5 e 28. O número, no entanto, está distante ao anunciado em 5 de janeiro, quando da assinatura do contrato, em que a Prefeitura previa uma média mensal de 37 mil atendimentos somados nas duas unidades. Mesmo levando-se em conta a média diária para 30 dias, o número de atendimentos seria de 25 mil, ainda 12 mil abaixo da meta estipulada.

De acordo com Kely, a questão do número de atendimentos tem relação à expectativa do mês, fevereiro, mencionado acima, tem menos dias, citou ela a título de comparação. Já esta época do ano, maio, junho e julho, o número de atendimentos “explode”. A Prefeitura afirmou que após o fechamento dos dados, ao fim do mês, é feito um desconto proporcional no pagamento já efetuado se as metas não forem cumpridas.

Respondendo a ouvintes

Durante entrevista, Kely respondeu a diversas dúvidas e reclamações de ouvintes. Entre uma delas, está o fato de que faltam dentistas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Segundo a chefe da Pasta, a administração municipal tem tentado solucionar o problema, inclusive ampliando o atendimento odontológico nas UPHS. “Nós vamos aumentar via recursos federais – vamos ampliar esses horários [de atendimento]”, relatou afirmando que irá buscar horários extras para os profissionais. Entretanto, não há previsão de chamamento de mais profissionais para as UBSs.

Algo também anunciado pela secretária é que, nesta quinta-feira, a prefeitura assinará a renovação do contrato para 170 crianças da Apae.

Sobre falta de medicamentos, como os voltados ao diabetes, por exemplo, Kely explicou que existe uma “logística de medicamentos”. “Vamos começar a ter uma economia no município sem essa perda de excedente que são impossibilitados. Estou num processo de certificação. É fundamental de economia e gestão de recursos que estão escassos na área de saúde”.

Problemas nas unidades de saúde

Kely comentou sobre a denúncia do vereador e presidente da Câmara Fernando Dini, a respeito de falta de estrutura médica e de medicamentos nas unidades. Segundo ela, é importante que o paciente faça sempre a denúncia por meio dos canais de contato da Ouvidoria, para que a secretaria possa acompanhar, fiscalizar e cobrar providências das empresas/parceiras fornecedoras de serviços. “Muitas vezes o paciente não gosta do diagnóstico que o médico dá. O raio X teve um problema pontual. Eu preciso de outra unidade para não deixá-lo desassistido. Agora, se é recorrente, isso é verificado. Quanto ao diagnóstico é uma prerrogativa médica, não tem como interferimos na conduta médica”, relatou.

Policlínica

A secretária também disse que espera em breve zerar fila de espera na Policlínica. “Fazemos mutirões de atendimento de exames em outras unidades. Tomamos diversas ações no sentido, por exemplo, números super positivos de zerar filas de endoscopia, exame de próstata, mamografia. Dermatologia sendo feito mutirão bastante intenso, programas com foco na melhoria”.

Kely negou que a unidade será terceirizada.

UPA do Éden continuará

Ainda, informou que a UPA Éden pode renovar contrato com BOS, apesar de considerar “prematuro” falar sobre o assunto. “Mas o prefeito vai garantir que continuará”, defendeu.

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