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Vereador cobra punição a médicos suspeitos de promover

Arquivo / Jornal Ipanema
Postado em: 08/02/2020

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Quais as responsabilidades e sanções aplicadas contra médicos suspeitos de praticar a chamada “mão quebrada” em unidades de saúde públicas de Sorocaba? A prática, na qual profissionais de saúde intencionalmente restringiam o atendimento à população, foi denunciada por funcionários da Unidade Pré-Hospitalar da Zona Norte durante ação de fiscalização feita pelo vereador Péricles Régis (MDB) em fevereiro do ano passado.

Péricles relembra que o esquema foi denunciado por funcionários numa fiscalização originada por ligações de munícipes que reclamavam que o atendimento estava demorando demais durante uma madrugada. “Alguns servidores relataram que médicos retardavam o atendimento de pacientes em determinados horários ou faziam escalas internas de revezamento, proporcionando que dois ou mais médicos ficassem sem atender enquanto um deles acumulava as consultas em um único consultório”, relata o parlamentar.

Durante a fiscalização Péricles teve acesso a relatórios de atendimento por profissional onde era possível verificar que durante um plantão havia médicos que tinham feito cerca de 40 consultas, enquanto outros haviam atendido apenas um paciente durante todo o seu expediente, mesmo tendo trabalhado em consultório e não na emergência. Na denúncia o vereador ainda relatou que servidores disseram que as placas com os nomes de médicos mantidas na recepção eram intencionalmente removidas pelos servidores que atuavam no atendimento direto ao público quando os chamados “quebra mão” estavam de plantão, justamente para que a população não percebesse o quão vagaroso encontrava-se o atendimento.

No estatuto do servidor está previsto que sanções administrativas podem ir de advertência à demissão do profissional. No requerimento aprovado na sessão desta quinta-feira (6/2), Péricles cobra o desfecho da investigação e de um levantamento que foi aberto à época pela Corregedoria para apurar a produtividade dos médicos plantonistas, o número de atestados e faltas desses profissionais e suas escalas descumpridas.

Além disso, Péricles questiona se para este tipo de acusação a Prefeitura possui ferramentas suficientes à disposição para conseguir exonerar esses maus profissionais e quantos efetivamente chegaram a ser desligados do funcionalismo público municipal. “As sanções são necessárias para que o Poder Público passe a mensagem de que abusos e negligências com os munícipes não serão toleradas. Mas não basta punir, é preciso criar dispositivos que possam coibir a reincidência da prática”, conclui o parlamentar.

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