Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Remédios terão reajuste de até 5,2%, após aval de Bolsonaro

Foto: Alan Santos/PR
Postado em: 03/06/2020

Compartilhe esta notícia:

Ana Paula Branco, FOLHAPRESS

O presidente Jair Bolsonaro autorizou o reajuste anual nos preços dos medicamentos em até 5,2%. O aval foi publicado em edição extra do "Diário Oficial da União" desta segunda (1°). A alta anual havia sido suspensa por dois meses.


Segundo a resolução publicada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), para este ano ficam autorizados três índices máximos, de acordo com o tipo de medicamento. Os reajustes permitidos são de até 5,21%, 4,22% e 3,23%. Os remédios são divididos em três níveis, que variam conforme a quantidade de concorrentes na fabricação.

Medicamentos fabricados por diversos laboratórios, como são os genéricos, podem ter reajuste de até 5,21%.


​Em 2019, a CMED autorizou um reajuste de até 4,33% nos medicamentos.


Em 31 de março, em sua conta no Facebook, o presidente anunciou que o reajuste seria adiado por dois meses, em razão da pandemia do novo coronavírus, após acordo com a indústria farmacêutica. A Medida Provisória 933 formalizou a suspensão e aguardava votação no Congresso para sua ampliação.


O Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) diz que o reajuste anual de preços dos medicamentos "é absolutamente necessário para viabilizar a operação da indústria farmacêutica no país, garantindo assim o fornecimento normal de medicamentos para a população".


"Após 14 meses de preços inalterados, a indústria farmacêutica precisa desse reajuste anual - de apenas 4,08%, na média - para repor parte dos aumentos de custo acumulados no ano passado e mais recentemente em razão da pandemia de coronavírus, com as expressivas altas do dólar e dos custos de logística, matérias-primas e insumos", afirma o sindicato em nota.


Em março, o Sindusfarma divulgou estimativa de que o preço dos medicamentos deveria ter reajuste médio de 4,08%.


O valor antecipado pela indústria foi apurado com base em critérios de reajuste estabelecidos pela Cmed, que também levam em conta a inflação oficial.


A média de 4,08% do teto do reajuste é calculada a partir dos três índices máximos de aumento aplicados aos produtos conforme a quantidade de concorrentes na fabricação.


O reajuste é liberado tradicionalmente no fim de março pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão composto pela Anvisa e pelos ministérios da Saúde e da Casa Civil.


Pesquisa


O reajuste anual poderá ser aplicado em cerca de 13 mil apresentações de medicamentos disponíveis no mercado.


Remédios com o mesmo princípio ativo e para a mesma classe terapêutica (doença) são oferecidos no país por vários fabricantes e em milhares de pontos de venda.


"É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos", recomenda o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini.


"Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer".


O sindicato acredita ser "provável que o consumidor nem sinta os eventuais reajustes, levando-se em conta os grandes descontos concedidos pela indústria farmacêutica às farmácias e drogarias nos últimos anos".

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Jovem morta em Araraquara alertou amigos em rede social

Novo protocolo para cloroquina gera divergência entre entidades

Só 9% dos infectados por coronavírus se dizem assintomáticos, diz estudo

Comissão especial da Câmara aprova texto da reforma da Previdência

Promotoria investiga Carlos Bolsonaro por suposto uso de funcionários fantasmas

Bolsonaro lamenta eleição de Fernández e diz que não vai cumprimentar argentino