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Relator de CP pedirá à Justiça para conduzir testemunhas ausentes de oitivas

Postado em: 07/06/2019

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Os vereadores e relatores das comissões processantes que investigam o prefeito José
Crespo e a vice-prefeita Jaqueline Coutinho, Hudson Pessini (MDB, CP de Crespo) e
Anselmo Neto (PSDB, CP de Jaqueline), concederam entrevista ao Jornal da Ipanema,
da Rádio Ipanema, nesta manhã de sexta-feira (7).

Hudson Pessini, demonstrando-se exausto de “correr atrás” de testemunhas no rito
que investiga o prefeito, considera pedir à Justiça autorização no sentido de elas comparecerem à comissão para depor. Ainda, alegou que pedirá a prisão de depoentes caso haja comprovação de mentiras durante as oitivas.

“Enquanto não tomarmos atitudes mais drásticas como condução coercitiva ou prisão
de alguém que comprovadamente está mentindo […]”, exclamou afirmando sobre a
dificuldade com o andamento do trabalho da CP.

Pessini criticou a ausência de testemunhas convocadas pela Comissão para prestar
depoimentos dentro da investigação. “Acho uma falta de respeito ao nosso trabalho”,
criticou. “Pessoas fogem de nossos assessores. Eu mesmo fui atrás de uma das
testemunhas. Há pessoas ficando brabas comigo, nossa Comissão Processante. Não fui
eu que os escolhi como testemunhas, foi o prefeito”, defendeu-se. “Minha
preocupação e, algo que se torna exaustivo, é que temos um prazo para cumprir e ele
termina em 5 de agosto”.

O servidor público Fernando Marques da Silva Filho, diretor de área da Prefeitura
de Sorocaba, foi o único a comparecer e prestar depoimento na quarta para a
comissão processante que investiga possível infração político-administrativa do
prefeito José Crespo. Outras três testemunhas arroladas pela defesa do prefeito
haviam sido convocadas para oitivas nesta quarta-feira, mas justificaram ausência à
comissão e deverão prestar depoimentos no dia 13 de junho, quinta-feira, a partir
das 14h. São eles o Secretário de Comunicação, Gilberto de Camargo Antunes; a
servidora Carolina Magoga; e o proprietário da empresa DGentil, Luis Carlos Navarro
Lopez.

Faltam ainda duas pessoas a serem intimadas para serem ouvidas, informou Pessini.
“Somente após ouvir todas as pessoas que eu posso ouvir o prefeito. Olha que
absurdo”.

O parlamentar citou como um dos problemas uma testemunha, servidor que trabalhava
na Selt (Secretaria de Licitações e Contratos) adjunto a Hudson Zuliani, que não
compareceu tanto na CPI do Falso Voluntariado e nem na oitiva desta semana. O
vereador disse que ele mora em Santana do Parnaíba. Pessini foi à casa dele. “Ele
teve dois AVCs. Não está bem. Como o prefeito arrola uma testemunha como essa para
depor?”, questionou.

Comissão que investiga a vice-prefeita

Segundo Anselmo, Jaqueline não se furtou nenhuma vez no trabalho da CP que a
investiga. “Queremos entregar o trabalho o mais rápido possível”, destacou. “Não
fui eleito para ser corregedor e sim, vereador”.

A expectativa é de que a votação a respeito de uma possível cassação da vice-
prefeita seja feita antes da do prefeito José Crespo.

Três testemunhas arroladas por Jaqueline Coutinho foram ouvidas pela comissão processante que investiga denúncia de infração político-administrativa contra a vice-prefeita, na manhã de quarta-feira. São elas: o diretor do Saae, Ronald Pereira da Silva; Débora Vicente de Melo, que trabalhou na casa da vice-prefeita, e Valdir Roberto da Silva, vizinho de condomínio da vice. As oitivas foram realizadas pelo presidente da comissão, vereador Luis Santos (Pros), o relator Anselmo Neto (PSDB) e o membro Engenheiro Martinez (PSDB) na Sala de Reuniões da Câmara Municipal de Sorocaba.

O diretor do Saae, Ronald Pereira da Silva, foi o primeiro a depor e afirmou que o servidor Fábio Antunes, lotado na autarquia como Oficial de Gabinete I, teria feito serviços particulares para a vice-prefeita em horário de expediente. Disse ter tomado conhecimento do fato em junho de 2017, quando o prefeito José Crespo anunciou que iria denunciar a vice-prefeita por usar para fins particulares os serviços de um funcionário do Saae. A partir disso, o servidor foi exonerado, abriu-se uma sindicância para apurar os fatos e a corregedoria da Prefeitura chegou à conclusão de que o servidor, teria, de fato, feito serviços particulares para a vice-prefeita em horário de expediente.

Ronald Pereira explicou que, devido às características do atendimento prestado pelo Saae, Fábio Antunes era um dos dois servidores do Setor de Rádio e Telemetria da autarquia que possuía um “cartão verde”, que permite maior mobilidade externa, como o atendimento nas Casas do Cidadão. “Mas essa maior liberdade era para prestar serviços para o Saae, não para outros órgãos, muito menos serviços particulares. Entretanto, ficamos sabendo que o servidor, na maioria das tardes, não cumpria o expediente”, afirmou o diretor do Saae, dizendo sentir-se enganado pelo referido servidor, que, segundo ele, usava o nome da vice-prefeita para se ausentar do trabalho.

Os vereadores Engenheiro Martinez, Anselmo Neto e Luis Santos fizeram vários questionamentos ao depoente acerca da indicação do servidor para trabalhar no Saae, a forma de controle de sua carga horária pela chefia imediata e as providências tomadas em relação ao caso. Ronald Pereira também respondeu perguntas da defesa da vice-prefeita Jaqueline Coutinho, que também esteve presente na maior parte das oitivas.

Demais oitivas

Débora Vicente de Melo, que trabalhou na casa da vice-prefeita de outubro de 2013 a setembro de 2017, foi a segunda depoente e disse que o servidor Fábio Antunes buscava os filhos da vice-prefeita na escola sempre em horário de almoço, afirmando, ainda, que nunca o viu fazendo serviços na casa de Jaqueline Coutinho fora desse horário. Vizinho da vice-prefeita, Valdir Roberto da Silva, o terceiro depoente, disse que Fábio Antunes fez alguns serviços em sua casa por volta de 2013 e que, após 2017, alegou não poder mais prestar serviços por estar trabalhando no Saae. Segundo contou, seu contato com o servidor depois dessa data se deu em duas ou três ocasiões, sempre por volta das 18 horas.

As testemunhas Simone Hartkoff São Leandro e Edith Cardoso de Oliveira não puderam comparecer e suas oitivas foram remarcadas para próxima quarta-feira, 12 de junho. Nesta data, a partir das 9 horas, com prazo de meia hora para cada oitiva, também estão previstas as oitivas de Fábio Antunes Ferreira, Rodrigo Fernando Batista Lima, Eleomar Gusmão e Rafael Ulisses Sarti.

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