Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Pré-eclâmpsia ainda é a principal causa de morte materna no Brasil

Postado em: 21/05/2020

Compartilhe esta notícia:

Desde 2017, dedica-se o dia 22 de maio para reforçar, em todo o mundo, a importância de conhecer os sintomas da pré-eclâmpsia. A doença é caracterizada pela elevação da pressão arterial, com ou sem a confirmação de perda excessiva de proteínas pela urina (proteinúria), e continua sendo a principal causa das mortes maternas no Brasil.

 

Docente da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da PUC-SP, PhD pelo Departamento de Obstetrícia Escola Paulista de Medicina e pelo Departamento de Medicina da Harvard Medical School, Henri Augusto Korkes vê com muita preocupação esse índice nacional e a falta de medidas concretas, no âmbito das políticas públicas, para reverter a situação. 

 

A realidade é mais dura no Brasil, mas não é uma exclusividade nacional. Segundo ele, em níveis mundiais, a pré-eclâmpsia atinge entre 5% a 8% de todas as gestantes e é responsável por mais de 76 mil mortes maternas por ano (9 mortes por hora), 500 mil mortes fetais e neonatais e 20% de todos os nascimentos prematuros. Por meio dessas estatísticas, sabe-se que 99% das mortes ocorrem em países pobres. “Em sua grande maioria, são mortes que poderiam ser evitáveis”, lamenta o médico. 

 

Após a 20ª semana, e diante de um quadro suspeito, é possível realizar exames de sangue e urina, capazes de detectar esta importante intercorrência. Os sintomas podem incluir dor de cabeça forte, que não desaparece com medicação; inchaço no rosto; ganho de peso superior a um quilo por semana; dificuldade para respirar ou sentir-se ofegante; náusea ou vômito no último trimestre; alterações na visão (borramento, luzes piscando ou perda da visão) e dor no abdômen – mais precisamente, na região direita, próxima ao estômago.  

 

Dentre os fatores de risco que aumentam as chances de desenvolvimento da pré-eclâmpsia, estão a obesidade, gestação após os 40 anos, doença renal, hipertensão arterial crônica e casos anteriores de pré-eclâmpsia na paciente ou mesmo na família. 

 

Talvez umas das mais importantes mensagens é a de que a prevenção é possível através da utilização precoce de AAS e cálcio, que serão mantidos até o final da gestação. “Como na absoluta maioria das doenças, a prevenção, os diagnósticos precoces, o acesso à informação e aos serviços de saúde; além da ação dos órgãos públicos poderiam reverter esse triste cenário e evitar mortes”, finaliza Henri. 

 

Henri Augusto Korkes é professor da Disciplina de Obstetrícia do Departamento de Reprodução Humana e Infância da FCMS, preceptor da Clínica Obstétrica da Maternidade Escola Vila Nova Cachoeirinha da Prefeitura de São Paulo, presidente da Sogesp (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo – Regional Sorocaba) e membro da Comissão Nacional Especializada em Hipertensão na Gravidez da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). 

 

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Com pouco espaço, Orçamento de 2020 terá menor investimento desde 2004

Justiça determina suspensão de compra de apostilas desejada pela prefeitura

Eclipse solar poderá ser observado na América do Sul nesta terça

Força Tática frustra bandidos durante tentativa de furto a casa no Barcelona

FGTS pode ficar sem recursos suficientes para habitação popular a partir de 2022

Prefeita Jaqueline Coutinho troca 5 secretários e muda Controladoria