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Polícia descarta terceiros na morte de menino que teve pênis mutilado pela irmã

Postado em: 02/05/2019

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Após quase um mês de investigação, a Polícia Civil de São Roque descarta a participação de outras pessoas na morte do menino Maycon Aparecido da Silva Roque, de 5 anos, assassinado pela irmã, Karina Aparecida da Silva Roque, de 18 anos. O crime ocorreu no início de abril.

O menino foi assassinado após ter os olhos perfurados, e partes do corpo queimadas e cortadas. O pênis foi decepado e cercado por velas.

A polícia não tem mais dúvidas: Karina teria cometido o crime sozinha. O celular da criminosa, encontrado queimado, foi periciado, porém, os dados não foram recuperados. Outro chip, também apreendido no local do crime, não aponta nenhum outro envolvido.

As motivações da morte do menor ainda não foram esclarecidas. A polícia não descarta que o caso possa estar relacionado com algum tipo de ritual macabro.

O crime

O menino de 5 anos foi assassinado pela irmã em São Roque em abril. A vítima já estava morta quando foi mutilada. Isso é o que indica um exame preliminar, feito pelos peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil.

Uma das hipóteses da investigação é de que Karina Aparecida da Silva Roque participava de grupos de satanismo nas redes sociais, o que poderia ter influenciada a praticar o crime para executar algum tipo de ritual.

Karina Roque será acusada por homicídio qualificado consumado pela morte do irmão, tentativa de homicídio do tio e maus-tratos a animal, porque mordeu o cachorro da família durante a tentativa de contenção.

Segundo a polícia, o menino foi torturado pela irmã mais velha, não resistiu aos ferimentos e morreu. Ela estava sozinha com o irmão em casa, no bairro Gabriel Piza.

Para atrair o menino, a irmã disse que iria “brincar com ele”. Ela então colocou um travesseiro em sua cabeça e o matou asfixiado. Após matá-lo, a polícia disse que, em um “ritual macabro”, a garota furou seus olhos, cortou o punho e pescoço, queimou os pés, decepou a genitália da vítima e a “ingeriu”.

A mãe, ao chegar à casa, não conseguiu entrar após ter sido impedida pela filha, que se trancou. A mulher precisou chamar o cunhado, que arrombou a porta. Ao entrar, viram o menino já morto, com sinais de tortura pelo corpo.

O cunhado tentou conter a jovem, que o atingiu com uma pedrada. A jovem ainda mordeu o cão da família, quando o animal tentou avançar nela durante a confusão.

A Polícia Militar foi acionada e a autora foi presa em flagrante, sendo autuada por homicídio qualificado. Após prestar depoimento na delegacia, ela foi encaminhada à Penitenciária Feminina de Votorantim.

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