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Polícia apreende cerca de R$ 500 mil em celulares de origem duvidosa no centro de São Paulo

Postado em: 28/01/2020

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FOLHAPRESS

A polícia apreendeu cerca de R$ 500 mil em celulares, de origem duvidosa durante uma operação no centro da capital paulista, entre sexta-feira (24) e sábado (25).  

Dois estrangeiros foram indiciados por receptação de produtos furtados e roubados, e outras duas pessoas, também nascidos em outros países, foram fichados por não apresentarem documentação dos aparelhos encontrados em seus estabelecimentos. 

O caso com o maior número de apreensões ocorreu por volta das 11h30 de sábado na região da Santa Efigênia (centro). De acordo com a polícia, investigadores foram a uma assistência técnica de celulares, onde encontraram 453 aparelhos. 

Deste total, segundo boletim de ocorrência, dois eram furtados e um extraviado. As informações foram levantadas após investigadores consultarem os números de IMEI (identificação) dos aparelhos. 

Sobre os outros 450 celulares, ainda segundo a polícia, o suspeito, um paraguaio de 25 anos, não apresentou documentação e por isso os aparelhos foram apreendidos. O homem acabou detidos. O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) não confirmou se ele foi solto após realização de audiência de custódia. 

Ainda no sábado, por volta das 14h30, na Consolação, também no centro, a polícia encontrou 36 celulares na loja de um libanês, de 24 anos, que também mantém no local uma assistência técnica. Entre os telefones, foi constatado que um havia sido furtado em 2017 na capital e outro roubado, no ano passado, em Taboão da Serra (Grande SP).  

Ele foi preso por receptação e, após audiência de custódia neste domingo (26), segundo o TJ-SP, acabou solto e vai responder em em liberdade. 

Mais três casos foram registrados durante a operação, batizada de "Avenida Aberta". 

No sexta, policiais localizaram quatro celulares de origem duvidosa em uma loja que conserta aparelhos, pertencente a um libanês de 30 anos. 

No dia seguinte, também foram encontrados mais 14 celulares na loja de um chinês, 31 anos, que não apresentou a documentação dos aparelhos, e mais 25 aparelhos, nas mesma condições, em um estabelecimento na República.

No ano passado, o Agora flagrou o comércio de celulares de origem duvidosa, a poucos metros de distância de uma base da PM, no centro da capital. 

Quadrilhas O chefe de investigações da 1º Delegacia Seccional do centro, Luiz Carlos Zaparoli, afirmou que a Polícia Civil investiga a ação de dois tipos de quadrilhas que agem na região central da capital. 

Uma delas é especializada em roubar e furtar celulares e, a outra faz a receptação dos aparelhos. "A partir do momento em que alguém compra os celulares, incentiva criminosos a fazer vítimas", afirmou. 

Na segunda-feira passada (20), o governo do estado e a Prefeitura de São Paulo disseram que iriam fazer uma ação conjunta para intensificar o policiamento na avenida Paulista (também na região central), depois que usuários da via, que aos domingos fica fechada aos veículos, foram vítimas de um arrastão.

O policial disse que, nas assistências técnicas, os criminosos conseguem criar IMEIs falsos, impossibilitando que os aparelhos sejam identificados como roubados ou furtados. 

As quadrilhas também desmontam os aparelhos para vender as peças, ou ainda despacham os celulares para outros países, acrescentou Zaparoli. 

Ele disse ainda que, somente no ano passado, a Polícia Civil recuperou na capital 17.500 aparelhos levados por bandidos. Desde total, 4.061 estavam na região central. Ao todo foram presos 553 suspeitos na cidade, sendo 308 no centro, acusados de participação na receptação, roubo e furto de aparelhos. 

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), foram roubados no ano passado em todo o estado de São Paulo 62.573 celulares, o equivalente a 171 aparelhos por dia.   

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