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PF deflagra operação em Sorocaba para encontrar informantes de quadrilha

Postado em: 29/04/2019

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Os agentes da Polícia Federal e da Receita Federal cumprem mandados de prisão, busca e apreensão em alguns condomínios de Sorocaba, como resultado da operação “Homônimo”, que começou em 2018, e investiga crimes de violação de sigilo funcional e descaminho. Em 2018, foram abordadas organizações criminosas que contrabandeavam cigarros do Paraguai. Hoje, os policiais federais pretendem encontrar os informantes dessa organização criminosa.

De acordo com informações de moradores, as viaturas da polícia federal foram vistas no condomínio Granja Olga, na Zona Leste da cidade. Outros condomínios também estão recebendo a ação. Os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária.

A ação deflagrada nesta manhã busca saber como os integrantes da quadrilha tiveram acesso a informações privilegiadas antes da operação “Homônimo”. Eles também querem verificar o comércio de mercadorias estrangeiras sem o pagamento dos impostos devidos.

Na ‘Operação Homônimo’, deflagrada em 17 de abril de 2018, a Polícia Federal desarticulou duas organizações criminosas, com ramificações em quatro estados da federação, especializadas em contrabando de cigarros do Paraguai. Algumas pessoas detidas já haviam sido investigadas na ‘Operação Mandrin’, deflagrada em 2007, em virtude da prática do mesmo tipo de crime.

Um policial militar foi preso preventivamente e encaminhado ao presídio Romão Gomes na capital. A Polícia Militar, que vinha acompanhando os trabalhos, participou da detenção do policial.

Cerca de 200 policiais federais, além de servidores da Receita Federal e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, cumpriram 35 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária, 45 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de seqüestro e bloqueio de bens. As ordens foram cumpridas em Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Várzea Paulista, Cesário Lange, São Paulo, Linhares (ES), Umuarama (PR), Naviraí (MS) e Iguatemi (MS).

No decorrer do trabalho, foram elaborados 17 autos de prisão em flagrante com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual, com a prisão de 25 indivíduos, apreensão de 25 veículos e mais de 4 mil caixas de cigarro – mais de 4 milhões maços de cigarro.

Em tributos sonegados, unicamente em razão das atividades delituosas objeto das prisões em flagrante citadas, estima-se um prejuízo aproximado de R$ 14 milhões aos cofres públicos.

O nome da Operação (Homônimo) decorre do fato de que, coincidentemente, os chefes das duas organizações criminosas investigadas são conhecidos pelo mesmo nome, embora não sejam seus nomes reais.

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