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Mulher é detida pela polícia ao dar ‘golpe da barriga’ em família de soldado morto

Postado em: 06/03/2019

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Uma mulher de 39 anos foi presa pela Polícia Civil após dar “golpe da gravidez” na família de um militar da aeronáutica morto, em São Roque. A prisão ocorreu na última sexta-feira (1), mas as informações foram divulgadas à imprensa nesta quarta-feira (6).

Segundo a ocorrência, G.T.A, a detida, começou a procurar a família de Igor Henrique Oliveira Ribeiro, 20 anos, morto em 5 de julho de 2018, dizendo ser namorada dele à época e que estava grávida de gêmeos.

A morte de Igor foi noticiada pelo Ipa Online no dia 6 de julho do ano passado. O soldado morreu ao cair de um caminhão do destacamento aéreo dentro da base de comando em São Roque.

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Igor Henrique Oliveira Ribeiro, morto em acidente durante o serviço no dia 5 de julho de 2018 / Foto: reprodução/Facebook

Depois da morte do militar, os familiares, comovidos com a suposta gravidez, passaram a auxiliar financeiramente a golpista dando dinheiro a ela. Com o passar do tempo, a família começou a desconfiar das condutas e atitudes de G.T.A, que começou a cair em contradições com a gravidez dos gêmeos, inclusive mostrando fotos das crianças recém-nascidas e exames médicos que comprovariam a suposta gravidez.

Os familiares passaram a desconfiar ainda mais da gravidez, pois para cada familiar ela dava versão diferente sobre a gestação. Primeiramente, a golpista alegou que teriam nascido em um hospital particular de Sorocaba e que as crianças teriam ido a óbito durante o nascimento e sido cremadas no mesmo dia.

Um dos familiares procurou os investigadores da delegacia e, assim, a Polícia Civil passou a investigar o caso. Com as versões conflitantes os policiais conseguiram localizar a suspeita.

Ela foi conduzida ao plantão policial e, durante o interrogatório, a princípio, confirmou a versão da gravidez. Contudo, entrou em “muitas contradições sobre os fatos”.  No seu aparelho celular foram encontradas várias fotos de gêmeos recém-nascidos e de hospitais que eram enviadas para os familiares de Igor sobre a suposta gravidez.

Durante o interrogatório, a investigada declarou ser “biomédica” mas, depois
das contradições, confessou nunca ter exercido a profissão, muito menos ter ficado grávida. À polícia, a golpista disse estar arrependida de ter enganado os familiares de Igor.

A investigação se concentrará em ouvir os familiares do soldado para fazer o levantamento de quanto em dinheiro foi o prejuízo. Também será apurado se a detida aplicou golpes similares e se há mais suspeitos envolvidos no crime.

G.T.A foi indiciada por crime de estelionato, com pena de um a cinco anos de prisão.

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