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Para peritos, menino já estava morto quando foi mutilado; Celular será periciado

Postado em: 07/04/2019

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O menino de 5 anos que foi assassinado pela irmã em São Roque na noite da última quinta-feira (4) já estava morto quando foi mutilado. Isso é o que indica um exame preliminar, feito pelos peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil. O celular queimado encontrado no local, bem como o chip, foram enviados para a perícia, que vai investigar se a jovem de 18 anos pode ter sido influenciada por alguém ou algum grupo de pessoas pelas redes sociais a cometer o crime. Ela está presa na Cadeia Feminina de Votorantim.

O celular encontrado na casa, o chip e o cartão de memória serão periciados e uma das hipóteses da investigação é de que Karina Aparecida da Silva Roque, de 18 anos, participava de grupos de satanismo nas redes sociais, onde poderia ter sido influenciada a praticar o crime para executar algum tipo de ritual.

O corpo de Maycon Aparecido da Silva Roque passou por necrópsia no Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba. De acordo com os exames preliminares, que ainda deverão ser confirmados, ele já estava morto por asfixia quando a irmã o mutilou. Ela utilizou um travesseiro para cometer o crime.

O menino de 5 anos foi enterrado no Cemitério da Paz, em São Roque, no fim da tarde desta sexta-feira (5). Após ser asfixiado pela irmã, ele teve os olhos furados. Ela ainda cortou o punho e pescoço, queimou os pés, decepou as genitálias da vítima e as “ingeriu”.

A jovem de 18 anos passou por audiência de custódia e teve sua prisão preventiva decretada. Ela está detida na Cadeia Pública de Votorantim em isolamento, para resguardar sua integridade física, segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Karina Roque será acusada por homicídio qualificado consumado pela morte do irmão, tentativa de homicídio do tio e maus-tratos a animal, porque mordeu o cachorro da família durante a tentativa de contenção.

O caso foi registrado na delegacia do município por volta das 21 horas de quinta-feira. Segundo a polícia, o menino foi torturado pela irmã mais velha, não resistiu aos ferimentos e morreu. Ela estava sozinha com o irmão em casa, no bairro Gabriel Piza.

Para atrair o menino, a irmã disse que iria “brincar com ele”. Ela então colocou um travesseiro em sua cabeça e o matou asfixiado. Após matá-lo, a polícia disse que, em um “ritual macabro”, a garota furou seus olhos, cortou o punho e pescoço, queimou os pés, decepou as genitálias da vítima e as “ingeriu”.

A mãe, ao chegar em casa, não conseguiu entrar após ter sido impedida pela filha, que se trancou. A mulher precisou chamar o cunhado que arrombou a porta. Ao entrar, viram o menino já morto, com sinais de tortura pelo corpo.

O cunhado tentou conter a jovem, que o atingiu com uma pedrada. A jovem ainda mordeu o cão da família, quando o animal tentou avançar nela durante a confusão.

A Polícia Militar foi acionada e a autora foi presa em flagrante e autuada por homicídio qualificado. Após prestar depoimento na delegacia, ela foi encaminhada à Penitenciária Feminina de Votorantim.

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