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MBL pede a cassação do prefeito Crespo; documento está nas mãos dos vereadores

Postado em: 22/04/2019

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Os representantes do Movimento Brasil Livre (MBL) em Sorocaba protocolaram na tarde desta segunda-feira (22) um pedido de cassação do prefeito José Crespo (DEM) em virtude das informações prestadas ao ex-secretário Eloy de Oliveira, inseridas no inquérito policial da Operação Casa de Papel e também na investigação que atua o Falso Voluntariado de Tatiane Pólis na Prefeitura de Sorocaba. O MBL protocolou ainda uma representação com igual teor ao Ministério Público.

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De acordo com o texto, que é baseado em reportagens jornalísticas do IPA Online referentes a depoimentos e e-mails que estão inseridos nas investigações policiais, o MBL pede a abertura de uma comissão processante do Legislativo, com o objetivo de cassar o mandato do prefeito Crespo. O pedido tem como embasamento o descumprimento do decreto-lei federal 201/67.

De acordo com o texto, o prefeito praticou, contra expressa disposição de lei, ato de sua competência ou omitir-se na sua prática, omitiu-se na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do Município sujeito à administração da Prefeitura e procedeu de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.

“Ademais, caso realmente estivesse inocente, caberia ao denunciado afastar as pessoas supostamente envolvidas nos atos de corrupção e não as manter e até defender, negando os fatos. O comportamento do Prefeito, infelizmente, não condiz com a honorabilidade do cargo”, explica o texto.

O pedido do MBL cita afirmações das autoridades policiais, de que na Prefeitura de Sorocaba foi instalada uma verdadeira organização criminosa, e aponta que “o prefeito fez uso da Máquina Pública para favorecer interesses próprios e alheios”.

De acordo com o texto do MBL, além deste delito apontado, o governo municipal tem apresentado, desde seu início, uma série de complicações. O texto lembra da criação de cargos comissionados, do caso do falso diploma que culminou na cassação de Crespo, na campanha “Crespo no Buraco”, que ganhou projeção nacional, e por fim o caso relatado pelo IPA Online do depoimento espontâneo do ex-secretário Eloy de Oliveira, em que Tatiane Pólis receberia R$ 11 mil da empresa de publicidade Dgentil (Estação Primeira da Propaganda), para atuar de forma “voluntária” no governo de José Crespo.

Depoimento de Eloy

O movimento relembrou a denúncia da vice-prefeita que, “Crespo teria agredido física e verbalmente o ex-secretário do Gabinete Central, Hudson Zuliani e a vice-prefeita Jaqueline Coutinho, no interior do gabinete no 6º andar do Paço Muncipal”.
O depoimento

Durante a delação o ex-secretário disse que, desde que pediu exoneração durante o escândalo do diploma falso, em 2017, inclusive com a cassação de Crespo, Tatiane Pólis “nunca se afastou da prefeitura e que a relação de Crespo com Tatiane era bem forte”.

No depoimento, Eloy afirmou ainda que Tatiane voltou extraoficialmente à prefeitura como voluntária em novembro de 2018.

Segundo Eloy, Crespo teria insistido para que a empresa DGentil, com nome fantasia de Estação Primeira da Propaganda, pagasse um valor a Tatiane Polis. Primeiro, ele tentou que ela fosse contratada. A empresa se recusou, mas seu proprietário, Luís Navarro, aceitou a pagar a ela um valor de R$ 11 mil, por determinação de Crespo, para através do contrato de Publicidade que a agência tem com a Prefeitura, licitado em R$ 20 milhões. Ela seria voluntária na Secretaria de Comunicação.

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