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Jaqueline justifica reabertura com platô: "Não podemos ficar inertes `ad eternum´"

Reprodução / Facebook
Postado em: 17/07/2020

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A prefeita Jaqueline Coutinho (PSL) afirmou na tarde desta sexta-feira (17) que Sorocaba não pode ficar fechada para sempre, ao anunciar a reabertura do comércio durante os dias úteis na cidade, na próxima semana. "Não podemos ficar inertes "ad eternum". Esse é o momento da gente retomar, retomar as atividades com responsabilidade", afirmou a prefeita.

Para a prefeita, os números apontam para um cenário de estabilização dos casos. "Nós estamos chegando no platô da curva epidemiológica. A contaminação logo vai começar a diminuir", disse. "Vamos chegar a um ponto em que as restrições vão ser levantadas, ou seja, não teremos mais restrições. Mas ainda não é momento de baixar a guarda", ponderou.

A prefeita criticou novamente a atitude da população frente à pandemia, como havia feito na última semana, para justificar a ação de fiscalização dos pedestres, que passarão a ser multados se não utilizarem máscara. "O que não podemos permitir é que apenas o chicote do Estado, no caso o município, seja o norte das pessoas. As pessoas não podem fazer apenas porque o Estado determina", analisou. "Ao cidadão cabe a obrigação de cuidar da saúde, dos seus familiares".

Segundo ela, a cidade enfrenta problemas de arrecadação. "O município enfrenta graves dificuldades financeiras e está fazendo sua lição de casa. Estamos fazendo supressão, cortes em todos os contratos. Aqueles que não são essenciais estão sendo suspensos. Se não temos receita, arrecadação, não podemos executar as ações", apontou Jaqueline.

A prefeita informou que os estabelecimentos comerciais não essenciais somente podem abrir por 4 horas diárias. Ela informou que poderá adotar novas medidas na próxima sexta-feira, que passarão a valer a partir do dia 27 de julho. A prefeita também disse que a Prefeitura começará a multar os sorocabanos que não utilizarem máscara corretamente no valor de R$ 594,50, a partir de segunda-feira.

"As pessoas que não utilizarem as máscaras podem ser multadas e até ter outro tipo de punição, como na esfera penal", afirmou a prefeita.

O secretário de Saúde, Ademir Watanabe, disse que o momento é de investir "tudo" no cuidado às pessoas. Por este motivo, ele anunciou a ampliação do número de leitos do Hospital de Campanha, de 40 para 75. "O Hospital de Campanha hoje para nós é um hospital que vai atender média e baixa complexidade. O paciente nosso lá, se depender de mais recursos, vai depender do nosso Hospital de base, que hoje é a Santa Casa", explicou.

"Vamos aguardar agora. Estamos tomando essa atitude e dependemos da colaboração da comunidade", salientou. "Se não houver colaboração da população, nós não vamos conseguir", afirmou

Votorantim, cidade conurbada com Sorocaba, já havia anunciado, nesta quinta-feira (16), que decidiu aderir o município à Fase Laranja, a partir já deste sábado (18). 

Nesta última quinta-feira, a prefeita realizou duas reuniões de secretariado. Especificamente sobre o trabalho deflagrado pela pandemia do novo coronavírus, a prefeita foi informada das ações implementadas pela pasta da Saúde, como  por exemplo, a ampliação dos leitos no Hospital de Campanha, que entra em sua capacidade máxima nesta sexta-feira (17). O assunto deve ser detalhado durante a coletiva.

Fase Laranja

Seguindo as orientações do “Plano São Paulo” do governo estadual e adotando procedimentos de segurança como higienização dos ambientes, disponibilização de álcool gel 70%, uso obrigatório de máscaras, comunicados de prevenção ao coronavirus e atendimento ao público limitado a 20% da capacidade com distanciamento entre pessoas, os shoppings, galerias de supermercados, comércio de rua, concessionárias, imobiliárias e escritórios terão horário de funcionamento de seis horas diárias. Os serviços essenciais como farmácias, supermercados, padarias, pet shops entre outros, funcionam normalmente.

Em relação a atividade imobiliária, entre os critérios exigidos que constam no decreto destacam-se, realizar vistorias in loco em imóveis, apenas quando for imprescindível, considerando sempre que possível a intermediação online. Nas concessionárias de veículos, sempre que possível, apenas uma pessoa ocupar o veículo de test drive e antes e após cada test fazer a higienização do veículo. O acesso ao showroom também deve ser controlado, preferencialmente com visitas agendadas previamente. Nos escritórios, se possível, as equipes de trabalho devem ser reduzidas, além de manter a ventilação do local. No comércio, além da redução da capacidade, também cabe ao estabelecimento ajustar entradas e saídas e se necessário, isolar áreas de maior circulação.

Nesta fase, cinemas, operações de entretenimento e atividades para crianças não serão reabertos. Vale ressaltar que o descumprimento das medidas restritivas previstas no decreto ou o não atendimento aos protocolos sanitários exigidos implicará em sanções previstas no decreto municipal 25.721 de abril de 2020.

Críticas de empresários

A gestão de Jaqueline tem sido alvo de críticas por manter o município na Fase Vermelha, que impossibilita a reabertura do comércio. Nesta semana, a Associação dos Arquitetos e Engenheiros de Sorocaba (AEAS), Associação Comercial, Ciesp Sorocaba e o Sincomerciários deixaram de fazer parte do Comitê de Estudos da Retomada Gradual da Atividade Econômica, regido pela Prefeitura Municipal. 

As entidades entregaram um manifesto à prefeita Jaqueline Coutinho (PSL), ressaltando que diversas propostas enviadas não foram analisadas, que a estrutura do Comitê perdeu o seu objetivo ao longo da pandemia e que não recebem as informações, bem como as estratégias previstas, para que possam repassar aos seus associados. Além disso, não são incluídas em processos decisórios de relevância do enfrentamento da Covid-19.

Conforme o documento entregue, "as pautas não estão sendo definidas com os objetivos da Prefeitura manifestados pela Presidência do Comitê. Não somos meros espectadores nem temos propensão para papéis figurativos. Não é nossa função cumprir ritual de formalização de presença e mera aprovação de atas ou muito menos sermos usados pura e simplesmente como meio de manobra de interesses políticos como se tem sido observado com a presença de membros do legislativo. Estes não fazem parte do grupo ou poder de decisão".

 

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