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Jaqueline fala sobre flexibilização no mesmo dia em que Sorocaba registra record de casos de covid-19

Foto: Agência Sorocaba
Postado em: 28/05/2020

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O início do estudo de flexibilização de setores em Sorocaba, anunciado pela prefeita Jaqueline Coutinho, ocorreu no mesmo dia em que a cidade registrou o maior número de casos da doença. 


Nesta quarta-feira (27), a Secretaria de Saúde divulgou que foram registrados 134 novos casos da doença em 24 horas, chegando ao total de 828 casos e 41 mortes. 


Conforme o divulgado nesta quarta também pelo Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, Sorocaba registrou, na última terça-feira (26), o pior desempenho em isolamento social desde o início da quarentena na cidade: 39%. Esta taxa era registrada no início da recomendação do isolamento, em março deste ano. 


Jaqueline afirma que "Estamos fazendo um estudo da nossa realidade"


A prefeita Jaqueline Coutinho (PSL) não apresentou o plano de reabertura da atividade comercial em Sorocaba durante coletiva na tarde desta quarta-feira (27). Ela disse que vai tentar inserir Sorocaba na Fase 3 do Plano de Retomada Consciente do Governo do Estado. Durante sua entrevista coletiva, a prefeita chegou a afirmar que comparativamente a outras cidades, mesmo com 684 casos e 41 óbitos, a cidade não está "em situação desconfortável" e registra "poucos óbitos". Durante a coletiva, o secretário de Saúde Ademir Watanabe informou que nas últimas 24 horas a cidade registrou mais de 100 casos confirmados da doença, recorde até o momento.


"Aviso aos senhores que aguardo este relatório do Comitê de Combate ao Coronavírus para tentarmos incluir Sorocaba na fase 3", explicou a prefeita. A chefe do Executivo sorocabano vai questionar os dados do Estado de São Paulo e tentar colocar Sorocaba na Fase 3 da Retomada Consciente da economia do Estado, anunciada hoje pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O governo do Estado colocou a cidade na Fase 2, com mais medidas restritivas de retomada da atividade econômica.


"Eles não estão levando em conta nossa atual realidade, com número maior de leitos contratualizados e a taxa de ocupação baixa na rede particular", explicou a prefeita. "Nós temos uma capacidade de atendimento na rede pública de saúde muito maior do que muitos municípios".


Segundo a prefeita, a Prefeitura nunca trabalha "com achismo". "Nossa equipe está fazendo para nos entregar uma análise bem contextualizada de todos os indicadores propostos e deliberados pelo Governo do Estado de São Paulo, para fazer uma reavaliação dos indicadores para a realidade de Sorocaba", afirmou Jaqueline.


"Com esse relatório nos vamos saber se realmente estamos na zona 2, ou se estamos na zona 3, que realmente eu acredito que estejamos", ressaltou a prefeita. 


"Sorocaba há 3 meses conta com 684 casos e 41 óbitos, então não estamos em uma situação desconfortável. Comparando com as outras cidades, estamos com poucos casos e poucos óbitos", afirmou a prefeita.

 

Segundo a prefeita, se o relatório feito com os parâmetros do Governo do Estado apontar que Sorocaba está na fase 3, a cidade pode processar o Estado. "A judicialização não está extirpada".


De acordo com Jaqueline, a cidade tem uma "necessidade racional" de retomar a atividade econômica. Nós temos hoje uma perda de arrecadação, apenas em abril, de R$ 42,3 milhões. Em maio, a previsão é que passe dos R$ 50 milhões", afirmou. Segundo a prefeita, se nada for feito, "efetivamente vai haver uma falência real".


Retomada Consciente


Sorocaba e as cidades de sua região administrativa estão inseridas na fase 2 de um mapa que vai de 1 a 5 e que foi divulgado nesta quarta-feira (27) pelo governo de São Paulo como forma de reabertura gradual da economia.


A nova fase da quarentena em São Paulo, em vigor entre os dias 1º e 15 de junho, prevê categorias graduais de isolamento, do mais ao menos rígido (1 - vermelha, 2 - laranja, 3 - amarela, 4 - verde e 5 - azul). Os critérios para estabelecer a retomada seguem balizas de saúde e economia.


Sorocaba está na fase 2 - laranja e tem liberação para o funcionamento de atividades imobiliárias, concessionárias de veículos e escritórios, que poderão atender com horário reduzido e com limitação de consumidores no local. Nos shopping centers e comércio de rua, a operação está permitida, também com limitação da capacidade de pessoas e horário limitado.


Bares e restaurantes deverão permanecer fechados, assim como espaços públicos, salões de beleza, academias, teatros, cinemas e eventos com aglomerações, inclusive esportivos.


Segundo o governo paulista, municípios que estiverem nas fases 2, 3 e 4 poderão flexibilizar determinados setores por meio de decretos, observando também os planos regionais. Entre os pré-requisitos para a flexibilização estão adesão aos protocolos de testagem.


Em caso de piora dos indicadores, as cidades poderão ver as restrições serem ampliadas, segundo o governador João Doria (PSDB).


"Se tivermos de dar um passo atrás, retomar medidas, não hesitaremos em fazê-lo para proteger vidas. Não temos compromisso com o erro, mas com a saúde, com a vida dos brasileiros de São Paulo", disse.


Apesar das restrições, elas devem ser mais flexíveis em comparação com as adotadas nas regiões na fase 2.


Uma das premissas para a decisão tomada pelo governo do estado, segundo o secretário Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), é a autonomia e o compartilhamento de decisões com os gestores municipais.

 

 

 

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