Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Governo diz que vacinação começa em até 5 dias após aprovação da Anvisa

Arquivo
Postado em: 15/12/2020

Compartilhe esta notícia:

Jovem Pan News

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, respondeu nesta terça-feira, 15, aos questionamentos do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a previsão de início e de término da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19. De acordo com o governo, a primeira etapa da imunização deve iniciar cinco dias após a aprovação de uma das vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ministro evitou, porém, definir uma data, já que, conforme explicado no documento, “até o presente momento, ainda não há vacina disponível para uso imediato no mercado brasileiro, o que, por evidente, é condição para disponibilização.” Ele afirmou, ainda, que a vacinação da população em geral deve ser concluída em 12 meses, mas que isso dependerá da quantidade de imunizante disponível — ou seja, o prazo pode ser de um total de 16 meses. Cada grupo prioritário deve finalizar a vacinação em aproximadamente 30 dias — totalizando quatro meses para os que foram definidos pelo ministério.

No despacho, Pazuello explicou as fases da vacinação, que devem ser divididas em cinco. A primeira, de responsabilidade do Ministério da Saúde, consiste na elaboração e apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, que prevê todas as etapas da vacinação contra a Covid-19, inclusive com a divisão de responsabilidades entre os entes da Federação em cada uma de suas etapas. Segundo ele, essa fase já foi concluída com a disponibilização do Plano ao STF. Já a segunda etapa, que depende do registro de alguma vacina ou autorização emergencial de uso, consiste no planejamento e coordenação das ações da logística de distribuição realizadas entre o Ministério da Saúde, os 26 Estados e o Distrito Federal. Assim que alguma liberação for concedida, “a previsão de distribuição para Estados e Distrito Federal é de até cinco dias.” Até o momento, encontram-se no país quatro vacinas em fase 3 de testes: AstraZeneca (da Universidade de Oxford), Jansen (da Johnson&Johnson), CoronaVac (da Sinovac e Instituto Butantan) e Pfizer. Nenhuma solicitou registro ou autorização para uso emergencial no país — o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que vai submeter os estudos de fase 3 da CoronaVac para análise da Anvisa no dia 23 de dezembro.

Já a terceira fase, segundo consta no documento, compreende o planejamento e coordenação das ações de logísticas de distribuição dos Estados e Distrito Federal para os municípios, que devem ser programadas pelas próprias unidades federativas, com o apoio do Ministério da Saúde. Nesta etapa, Pazuello explica que o período de vacinação para cada grupo prioritário é de aproximadamente trinta dias e que, levando em consideração que foram definidos quatro grupos prioritários, o tempo total deve ser de cerca de quatro meses. Já para a população em geral, deve ser entre 12 e 16 meses, dependendo da quantidade de imunizante disponível no Brasil. A quinta e última fase consiste no monitoramento e rastreabilidade, visto que as vacinas possuirão previsões em sua bula de prazo distintos para a aplicação da segunda dose.

Também em documento enviado a Lewandowski nesta terça-feira, 15, o Advogado-Geral da União, José Levi Mello, reiterou o que foi dito por Pazuello, mas afirmou que o plano apresentado é uma “versão preliminar”, por isso tem caráter dinâmico e está sujeito a revisões periódicas. “Inclusive em face das vacinas que vierem a ser efetivamente incorporadas ao SUS.” Além disso, será constantemente aperfeiçoado no que se refere a grupos prioritários. O AGU esclareceu que todos os indígenas serão contemplados prioritariamente (tanto os aldeados, quando os não aldeados), assim como a população carcerária, “sem prejuízo da explicitação de estratégias específicas, por exemplo, como já se dá em favor dos funcionários do sistema prisional (quarto grupo prioritário).”

Documento do STF

O documento intitulado “Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19” aborda, entre outras coisas, o total de possíveis doses a serem adquiridas ao longo de 2021, bem como traz as possíveis vacinas candidatas, entre elas a CoronaVac, para a imunização. Lewandowski é relator de ações em que certos partidos políticos pedem que o Supremo Tribunal Federal obrigue o governo a elaborar e divulgar um plano de vacinação. Ao receber o plano de imunização, o ministro pediu o adiamento do julgamento dessas ações, que deveria começar na quinta-feira, 17, indicando que pode rever sua decisão dependendo da resposta do Ministério da Saúde. A intimação feita por Lewandowski se destina ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e à Advocacia-Geral da União.

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Nasce Geórgia, filha do deputado Eduardo Bolsonaro

Unimed é a única instituição privada de caráter não filantrópico do interior a realizar transplantes de medula óssea por meio do SUS

Governo Bolsonaro libera orçamento de universidades federais

GCM impede furto em escola estadual do Parque São Bento

Jovem sem carteira de habilitação empina moto na frente de policiais e é preso

Resultado de teste de Mourão para Covid dá negativo, mas vice deve permanecer em isolamento