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Ex-secretário de Crespo indiciado na Casa de Papel diz que "teme ser morto"

Foto: Alana Damasceno
Postado em: 23/10/2019

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O ex-secretário de Cultura do governo do prefeito cassado José Crespo (DEM), Werinton Kermes, que foi indiciado pela Polícia Civil na operação Casa de Papel, disse que "teme ser morto", durante entrevista ao vivo no Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, nesta manhã de quarta-feira (23). 

"Estamos lidando com pessoas que não têm o mínimo pudor em matar a outra", alegou. Questionado pelo apresentador José Roberto Ercolin se ele tem medo de ser morto, o indiciado respondeu: "claro que tenho. Tô lidando com gente que [...]. Acredito sim. Aliás, já fizeram né. Você não acha que muita gente foi morta, executada? Mata psicologicamente. Tem gente que tá de cama até agora. Acaba com a vida da pessoa. Você é jogado em tudo. Não fujo de absolutamente ninguém".

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Acusado de utilizar do dinheiro público da Pasta municipal que chefiava para pagar contas de cunho pessoal, o ex-secretário indiciado refutou ter cometido tal ato. "Nunca utilizei dinheiro público para pagar conta particular. Não sou corrupto, não sou ladrão, não faço parte de quadrilha, organização criminosa. As pessoas que me conhecem sabe. Façam diferente da Polícia Civil, me investiguem", exclamou. "O salário de secretário é em torno de 16 salários mínimos. Qualquer pessoa com um pouco de raciocínio [...] você não precisa utilizar de meios torpes. Não utilizei dinheiro público para pagar contas particulares".

Kermes chamou a operação de "injusta". "O que aconteceu foi um grande equívoco", disse.

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O ex-secretário ainda mencionou o nome de Fábio Abrahão, presidente da TV Com Sorocaba, considerado o primeiro denunciante do esquema de corrupção cometido agentes públicos que tinha como alvo o dinheiro público da Prefeitura de Sorocaba. "Você acha justo ele ficar prestando depoimento durante 7 horas e com um agente político e seu secretário rondando o local?", esbravejou. O agente seria um vereador classificado por Werinton como "amigo da onça". 

Werinton e outras 10 pessoas entre elas o então prefeito José Crespo estão indiciados na Casa de Papel pelos crimes de organização criminosa, desvio de dinheiro, corrupção ativa e peculato.

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