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Ex-diretor de Crespo apresenta novo atestado para CPI e não vai depor

Postado em: 07/05/2019

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A CPI do Falso Voluntariado da Câmara Municipal recebeu na noite desta segunda-feira (06) um novo atestado médico e não vai conseguir novamente colher o depoimento de João Batista Sigilló Pellegrini, o Tita, ex-diretor de área da Secretaria de Licitações e Contratos da Prefeitura e braço-direito do então Secretário da Pasta, Hudson Zuliani no governo de José Crespo (DEM).

O depoimento de Tita é considerado fundamental para que a CPI possa entender como foi contratada a empresa DGentil, ou Estação Primeira da Propaganda, considerada a fonte de recursos para pagamento da “voluntária” Tatiane Pólis, que segundo declaração do ex-secretário Eloy de Oliveira à polícia civil, receberia um pagamento de R$ 11 mil mensais, pagos com dinheiro “desviado” do contrato de publicidade que a empresa DGentil administra.

O atestado médico de Tita foi expedido por uma clínica médica da cidade de Santana do Parnaíba, na grande São Paulo. De acordo com informações apuradas pelo IPA Online, entre os CIDs (códigos médicos que determinam as doenças apontadas), aparece até quadro de “confusão mental”. O atestado tem validade de 15 dias, prazo em que ele não precisará depor. Tita já havia apresentado um atestado médico na semana passada, quando era prevista inicialmente sua oitiva.

Para esta terça-feira, está previsto o depoimento do marido de Tatiane Pólis, William Pólis, que também faltou na semana passada. Para a presidente da CPI, vereadora Iara Bernardi, as oitivas são fundamentais. “São dois depoimentos importantes para confrontarmos com o que já ouvimos e coletamos de informações anteriormente”, comentou.

O único depoente a comparecer na semana passada foi Luis Carlos Navarro Lopez, proprietário da empresa DGentil, que venceu a licitação do contrato de publicidade da Prefeitura e conta com R$ 22 milhões de verba para ações publicitárias.

A empresa é apontada como a responsável por providenciar os pagamentos de R$ 11 mil mensais a Taty Pólis, que atuava como “voluntária” irregularmente no Paço. Navarro negou os pagamentos. Ela está sendo acusada de usurpação de função pública. Taty e o prefeito José Crespo (DEM) negam o pagamento de valores para a atuação dela no Paço.

O relatório parcial entregue pela CPI do Falso Voluntariado serviu de base para a denúncia de Salatiel Hergesel, Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sorocaba (SSPMS), e consequente abertura da Comissão Processante que investigará os atos do prefeito Crespo.

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