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Ensino à distância revela novas nuances no aprendizado da graduação

Foto: divulgação
Postado em: 24/04/2020

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A maioria dos estudantes dos cursos de graduação pertence à Geração Z (ou seja, nascidos entre 1995 e 2010). Contudo, não é raro encontrar entre esses universitários um resquício que faz parte da Geração Y – ou millenials, como também são conhecidos (1980-1995). No universo digital, eles têm um altíssimo nível de raciocínio intuitivo e habilidades digitais. 

 

Já do outro lado, estão os docentes, caracterizados basicamente por integrantes da Geração X (1960-1980). Mas, assim como os alunos, também há professores representados por outra geração: a dos Baby Boomers (1940-1960). Eles foram formados e habituaram-se a trabalhar no mundo analógico.

 

O encontro desses grupos em tempos de pandemia – quando o ensino à distância se fez necessário – mostrou que a sinergia entre eles floresceu naturalmente. Muitos professores revelaram-se surpreendidos com a facilidade e rapidez com que passaram a dominar a tecnologia digital disponível para as aulas à distância. Os graduandos, por sua vez, começaram a revelar que sentem saudades das aulas convencionais, da presença em sala de aula, dos laboratórios e dos estágios práticos. Semanas atrás, quem diria que eles afirmariam isso?

 

A coordenadora do curso de Enfermagem da PUC-SP, Janie Maria de Almeida, conta que a utilização da metodologia de ensino adotada pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da PUC-SP - a Team Based Learning (TBL) - favoreceu a adoção de ferramentas tecnológicas aplicadas no ensino à distância. A própria TBL tem um app, o TBL Active. 

 

Assim, o Moodle, as videoconferências, os grupos de WhatsApp e as trocas de mensagens por meio digital foram incorporados sem grandes dificuldades, tanto pelos alunos quanto pelos docentes.

 

Janie ressalta que a preferência dos graduandos de Enfermagem é pelos meios que unem imagem e voz. Esse formato contribui bastante para a parte do aprendizado prático, que precisou ser remodelado para atender às necessidades deste momento. “Hoje, não é possível realizar as simulações em laboratório. Porém, estamos discutindo profundamente os procedimentos que ali seriam realizados. Assim, quando as aulas voltarem ao modelo tradicional, os alunos chegarão aos laboratórios mais bem preparados”, avalia. “No retorno, essa dimensão da aprendizagem passará mais rapidamente, pois o conhecimento gerado agora fará ainda mais sentido no momento oportuno”, completa. 

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