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Empresas de ônibus dizem que paralisação é "ilegal" e entram na Justiça contra protesto de motoristas

Foto: reprodução/SindRodoviários
Postado em: 26/04/2020

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As empresas de ônibus de Sorocaba CONSOR e a STU informaram nesta tarde de domingo (26) que entraram com uma medida judicial para que o funcionamento do transporte coletivo seja restabelecido de forma imediata em Sorocaba.


O transporte urbano em Sorocaba está paralisado desde a tarde da última sexta-feira (24) porque, segundo o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, os trabalhadores da categoria estão recebendo cartas de demissão e com salários atrasados.

 

"Lamentamos profundamente essa situação e somos contrários à paralisação ilegal e a postura intransigente do Sindicato dos Rodoviários. Estamos buscando junto à justiça que o direito dos usuários do transporte coletivo seja preservado". diz a nota das empresas.


Neste último sábado (25), a Urbes também afirmou que ingressou no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas, com  uma ação de tutela antecipada para tentar garantir a manutenção de pelo menos 40% da frota de ônibus operando no sistema de transporte coletivo urbano da cidade. 


Também neste sábado, a Urbes registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia contra a diretoria do Sindicato dos Motoristas dos Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região, por conta da paralisação do sistema que, na tarde/noite da sexta-feira (24), deixou o usuário do sistema sem transporte público para retornar para casa, já que os condutores paralisaram suas atividades no final da manhã e não mais retornaram ao trabalho.

Leia um trecho da nota das empresas CONSOR E STU

O transporte público é considerado um serviço essencial à população e a paralisação só é permitida se avisada com antecedência de 72 horas, desde que, não haja comprometimento aos usuários e um patamar mínimo assegure a continuidade do serviço. 

 

Esclarecemos também que o Sindicato não aceitou entrar na Medida Provisória 936/20 nos moldes estabelecidos pela mesma. A MP prevê redução da jornada de serviço e a remuneração correspondente às horas trabalhadas. Mas, o Sindicato alega que só aceita a MP se os motoristas trabalharem 50% e receberem o valor total de 100%. O que é inviável para as empresas devido à grande queda na arrecadação. 

 

Se tivermos a adesão da classe rodoviária à MP conforme estabelecida, conseguiremos manter o funcionamento do transporte coletivo e também os postos de trabalho.  

 

A prefeitura e a Urbes não têm poupado esforços para que a situação seja logo solucionada.  

 

Reiteramos o nosso compromisso com a cidade de Sorocaba e seguimos abertos ao diálogo visando o bem comum.

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