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Em reunião dos BRICS, Bolsonaro propõe reformulação da OMS

Jovem Pan News
Postado em: 17/11/2020

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O presidente Jair Bolsonaro propôs nesta terça-feira, 17, durante discurso na Cúpula de Líderes do BRICS, uma reformulação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em seus 10 minutos de discurso, o presidente também informou que o Brasil irá divulgar uma lista de países que importam madeira ilegal proveniente da floresta amazônica e enfatizou a vontade do país de compor o Conselho de Segurança das Nações Unidas. A reunião aconteceu virtualmente com a condução do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que também é presidente de turno do BRICS. Também estavam presentes o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. O Brasil foi sede do encontro ano passado e Bolsonaro aproveitou para manifestar o orgulho do país pela presidência de turno do grupo em 2019. Ele também agradeceu à Rússia por manter o grupo ativo durante a pandemia e aprofundar as iniciativas.

O presidente Jair Bolsonaro iniciou seu discurso falando sobre a pandemia do coronavírus que atingiu o mundo em 2020. “Estamos em perfeita sintonia [com o discurso dos outros países] e comprometidos no combate ao terrorismo e na busca de uma vacina segura e eficaz contra a Covid-19“, introduziu o presidente, que informou aos colegas do grupo que o Brasil também está trabalhando para o desenvolvimento de uma vacina própria. Bolsonaro também ressaltou o discurso dos últimos meses de que a Saúde e Economia devem ser tratadas “simultaneamente” e com a “mesma responsabilidade”. “Desde o início, também critiquei a politização do vírus e o pretenso monopólio do conhecimento por parte da OMS, que necessita urgentemente, sim, de reformas”, criticou. “Temos que reconhecer a realidade de que não foram os organismos internacionais que superaram desafios, mas a coordenação entre os nossos países”, afirmou o presidente. Para ele, foram as instituições nacionais e os dedicados profissionais da área médica de enfermagem e farmacêutica brasileiros que responderam aos desafios e combateram o vírus.

Além de pregar a reformulação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente também propôs a reformulação da Organização Mundial do Comércio (OMC). Bolsonaro pediu para que a Rússia e a China apoiem o Brasil, a Índia e a África do Sul como membros do Conselho de Segurança da ONU. Rússia e China, assim como os Estados Unidos, a França e o Reino Unido, são membros permanentes com poder de veto no órgão. Os demais dez membros são eleitos pela Assembleia Geral da organização para mandatos de dois anos. No final, Bolsonaro defendeu a democracia e a soberania dos países. “A crise sanitária impôs grandes desafios à estabilidade nacional. O Brasil lutará para que se estabeleça no mundo pós-pandemia um sistema internacional pautado pela liberdade, transparência e pela segurança. Para que esses princípios se concretizem, é incontornável defender a democracia e respeitar as prerrogativas soberanas dos países.”

Importação de madeira ilegal

Entre a lista de assuntos em que o presidente elencou como compromissos do Brasil, Bolsonaro citou a emissão de carbono. Segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), a emissão bruta de gases de efeito estufa cresceu 9,6% em 2019. “Estamos comprometidos também no tocante à emissão de carbono. É um assunto muito particular do Brasil, tendo em vista aos injustificáveis ataques que nós sofremos no tocante à nossa região Amazônica”, disse o chefe do Executivo. Em seguida, Bolsonaro apresentou o projeto de mapear a madeira ilegal brasileira que é exportada. Segundo ele, a Polícia Federal desenvolveu a utilização de um isótopo estável, do tipo DNA, para permitir a localização da origem da madeira exportada e apreendida. “Então revelaremos nos próximos dias os nomes dos países que importam essa madeira ilegal através da imensidão que é a região Amazônica. Estaremos mostrando que estes países, alguns deles, que muito nos criticam, têm responsabilidade nessa questão”, disse Bolsonaro. “Creio que depois dessa manifestação, essa prática diminuirá e muito nessa região.”

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