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Donos de bares e casas noturnas querem isenção de taxas e tributos para fechar

Foto: Agência Brasil
Postado em: 17/03/2020

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Bruna Narcizo, Folhapress

 

Proprietários de 129 bares, casas noturnas, restaurantes e casas de show da cidade de São Paulo enviaram uma carta aberta ao governador João Doria (PSDB-SP) e ao prefeito Bruno Covas (PSDB-SP) solicitando a publicação de um decreto para que todos os estabelecimentos do tipo que recebam público sejam fechados pelo prazo de duas semanas para reduzir o risco de contágio e evitar a propagação do coronavírus.

 

No documento assinado por locais como Vila Country, Cine Joia, The Week, Santinho, Pitico, Lions e D-Edge, os proprietários pedem que os governantes suspendam o vencimento de todas as dívidas e parcelamentos de tributos estaduais e municipais enquanto perdurar o fechamento, "prorrogando o seu vencimento por igual período".

 

Também estão entre as demandas a suspensão de cobranças como água e luz e a isenção de tributos estaduais e municipais por um período de pelo menos três meses.

 

"Essa medida ajudará nossas empresas, em especial as menores entre nós, a recuperar-se da crise", afirma o documento.

 

A Anep (Associação da Noite e Entretenimento Paulistano), porta voz dos estabelecimentos diz que os locais têm custo fixo, como aluguéis, muito alto.

 

Na carta, os proprietários pedem ainda linhas de crédito subsidiadas para minimizar eventuais perdas de estoques e para fazer frente às despesas de salários e aluguéis. A Anep afirma que, por enquanto, não é possível mensurar o tamanho da perda.

 

DELIVERY

 

Já os locais que possuem serviços de entrega continuarão operando nesse sistema.


"O delivery não minimiza o custo de manter o salão fechado. A procura tende a aumentar, mas não suplanta o perda. Mas são centros de custo diferentes. É como se fosse uma outra empresa dentro da empresa", afirma Barão.

Segundo a carta, os proprietários estão dispostos a fechar os estabelecimentos preventivamente por um período. "Mas, sem a atuação, coordenação e participação do poder público – assim como a compreensão das dificuldades pelas quais passaremos– tememos que nossos esforços e sacrifícios sejam em vão", diz o documento.

Restaurantes também estão focados em aumentar o serviço de delivery. É o caso da pizzaria Soggiorno.

As entregas já representam, em média, 50% do faturamento dos três endereços da pizzaria e a expectativa do proprietário Guilherme Hungria é que dobre o número de pedidos.

"Já percebemos a queda do movimento do salão e um aumento de 30% do delivery. Aumentamos o número de motoqueiros da casa, para nos prepararmos para essa nova fase", afirmou Hungria.

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