Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Depois do centrão, Bolsonaro acena com cargos ao MDB e DEM

Foto: Carolina Antunes/PR/Flicker
Postado em: 22/04/2020

Compartilhe esta notícia:

 

Julia Chaib, FOLHAPRESS


Enquanto avança na negociação de cargos com parte dos partidos do chamado centrão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) receberá os presidentes do DEM e do MDB para conversas nesta semana.


O presidente do MDB, Baleia Rossi, deputado federal por São Paulo, terá encontro com Bolsonaro nesta quarta-feira (22).


Já o prefeito de Salvador, ACM Neto, que comanda o DEM, se reunirá com Bolsonaro na quinta (23). O convite para o encontro ocorreu no fim da tarde desta segunda-feira (20).


O gesto do Palácio do Planalto a Neto ocorre menos de uma semana após a demissão do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que é do DEM, e em meio aos ataques desferidos por Bolsonaro ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


Tanto o MDB como o DEM estão fora do centro das negociações com Bolsonaro por cargos de segundo escalão oferecidos pelo governo a outras siglas com o objetivo de formar uma base de sustentação no Congresso.


Apesar disso, o DEM, embora negue que sejam indicações politicas, tem dois representantes no ministério do governo Bolsonaro: Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania).


Já o MDB é a sigla do líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (TO), e do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE).


Em outra frente, o Planalto avançou nas conversas com PP, Republicanos, PSD e PL para que eles auxiliem o governo nas votações no Congresso.


O PP ficaria com a presidência do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
O PSD indicou um nome para a presidência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde).


Já o PL teria o Banco do Nordeste e a Secretaria de Vigilância em Saúde, do time do recém-empossado ministro da Saúde, Nelson Teich.


O PL, partido de Valdemar Costa Neto, condenado no escândalo do mensalão, também queria o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que integra o Ministério da Infraestrutura, mas o governo vetou.


A ideia de caciques do centrão é, se embarcarem de fato na base de Bolsonaro, levar em seguida outras legendas menores, como PROS, Avante e PSC.


Apesar das conversas, há desconfianças de ambos os lados. Os partidos do centrão temem que o presidente não cumpra as promessas.


A movimentação tem por objetivo minar Maia e o DEM e construir maioria no Congresso. Mas líderes dessas siglas que já indicaram nomes para os cargos querem que o Planalto faça uma trégua com o presidente da Câmara.


Na última quinta-feira (16), Bolsonaro acusou Maia de conspirar para tirá-lo do Planalto e qualificou como péssima a atuação do deputado.


"O Brasil não merece o que o senhor Rodrigo Maia está fazendo com o Brasil. O Brasil não merece a atuação dele dentro da Câmara", disse Bolsonaro.


Pouco depois, Maia rebateu as acusações, afirmando que o presidente usou "um velho truque da política" de trocar a pauta para tentar desviar a atenção da demissão de Mandetta.


Ele disse ainda que busca evitar que se repita no Brasil o mesmo que está acontecendo nos Estados Unidos, na Espanha e na França, onde o número de mortos pela Covid-19 subiu muito nas últimas semanas.

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Caixa abre 7 agências em Sorocaba no sábado para saque de auxílio emergencial

Após ultimato sobre cloroquina, Teich pede demissão do Ministério da Saúde

Nova cédula de R$ 200 entra em circulação nesta quarta-feira

GCM prende jovem de 19 anos flagrado com mais de 360 porções de drogas

Jovem assassinada na porta de casa foi morta pelo namorado, diz polícia

Polícia prende dois, apreende adolescente e encontra cinco mil pinos vazios