Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Dar reajuste a servidor é usar cadáveres como palanque, diz ministro Paulo Guedes

Arquivo / Agência Brasil
Postado em: 15/05/2020

Compartilhe esta notícia:

Talita Fernandes, da Folhapress

O ministro Paulo Guedes (Economia) fez apelo a prefeitos, governadores e, em especial ao Congresso, para que não haja reajuste dos salários do funcionalismo público. Ele disse que se valer do momento de crise para elevar custos é fazer palanque político em cima de cadáveres.

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (15), realizada em comemoração aos 500 dias de governo, Guedes criticou o que ele chamou de exploração política da crise sanitária.

"Vamos subir em cadáveres para arrancar recursos do governo? Isso é inaceitável, a população não vai aceitar, a população vai punir quem usar cadáver para fazer palanque", afirmou o ministro da Economia.

Ao fazer a declaração, ele se referia aos reajustes do funcionalismo público, aprovada pelo Poder Legislativo.

A suspensão desse aumento por 18 meses foi a única contrapartida exigida pela equipe econômica no projeto de lei de ajuda financeira de R$ 125 bilhões a estados e municípios diante da pandemia do novo coronavírus.

O Congresso, no entanto, retirou uma série de categorias da regra, como professores, profissionais de saúde, agentes funerários, de limpeza urbana e assistentes sociais. A exclusão teve o aval do próprio Bolsonaro, que relutava em desagradar funcionários públicos, parte de sua base de apoio.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai vetar um trecho da lei de socorro financeiro a estados e municípios que libera reajustes salariais a servidores públicos até o fim de 2021.

Guedes disse que não se pode aumentar um momento de fragilidade para fazer política.

Nos bastidores, o chefe da equipe econômica tem criticado o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por ter apoiado o reajuste dos servidores.

"Eu estou pedindo uma contribuição do funcionalismo brasileiro, eu estou pedindo ao Congresso que não derrube o veto do presidente. Eu estou pedindo ao Congresso que faça o que eu acredito que nos somos. Uma grande sociedade aberta, uma democracia dinâmica, onde os poderes vão demarcando os territórios e atuando", afirmou.

O recado foi enviado ainda aos estados e municípios, dizendo que o governo federal tem capacidade limitada de endividamento para socorrer as unidades da federação.

"Esquece-se que nós também estamos perdendo as receitas. Podemos nos endividar? sim, mas há limites."

Guedes pediu ainda que não seja feita "exploração política" e disse que é importante para que as lideranças políticas busquem a popularidade.

"Só estamos pedindo uma contribuição, prefeitos, municípios, governadores e da Câmara e do Senado", disse.

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Votorantim anuncia que irá intensificar vacinação contra o HPV

Jaqueline atende Estado e determina fechamento do comércio em Sorocaba

Pressionado, Trump incentiva pela primeira vez americanos a usarem máscaras

Secretaria de Saúde realiza 2º ação de combate às hepatites no Poupatempo

Prefeitura de cidade do interior de MG afirma que mulher morreu após ingerir cerveja contaminada

Jovem de 25 anos morre após ser baleado por motociclista na Vila Haro