Informação e Credibilidade para Sorocaba e Região.

Criança de 5 anos morre em corredor de hospital à espera de leito em Goiânia

Postado em: 30/03/2019

Compartilhe esta notícia:

Cleomar Almeida, FOLHAPRESS

Uma criança de cinco anos de idade, portadora de Síndrome de Down, morreu na tarde de sexta-feira (29) no Hospital Materno Infantil, em Goiânia, no corredor da unidade enquanto aguardava vaga de internação em leito 11 horas após registrar entrada no hospital. A instituição, ligada ao governo estadual, instaurou investigação para apurar o caso.

Um vídeo feito no local mostra que, pouco antes de morrer, Diogo Soares Carlo Carmo estava tomando soro no colo da mãe, sentada em uma cadeira no corredor do pronto-socorro pediátrico. Em outra imagem, depois, familiares aparecem desesperados por causa da morte do menino. A mãe dele anda desorientada, aos prantos, inicialmente carregada por dois homens que estavam no local.

A criança morreu às 13h55 de sexta. O corpo dele foi enterrado no final da tarde, em um cemitério municipal de Goiânia. A causa da morte ainda não foi divulgada pelo SVO (Serviço de Verificação de Óbito), para onde o corpo foi encaminhado antes do sepultamento.

Segundo familiares, Diogo passou mal na segunda-feira (25). Os pais dele o levaram até o Centro de Atendimento Integral à Saúde de Campinas. Um dos tios da criança, Vinícius Alexandre do Carmo, disse que, inicialmente, a suspeita era de dengue. “Por isso, ele voltou para casa logo em seguida na segunda”, afirmou. “A mãe dele está inconformada. A morte de uma criança causa revolta na gente”.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou que Diogo foi atendido “com queixas de alergia e febre naquele dia”. “O exame de sangue estava normal. Ele recebeu atendimento e foi medicado de acordo com o quadro clínico que se apresentou no momento”, disse no texto o órgão municipal.

No entanto, o quadro de saúde da criança piorou durante a semana, o que fez a família dele levá-lo ao Hospital Materno Infantil na madrugada desta quinta-feira (28). A unidade de saúde do Estado registrou a entrada da criança às 3 horas da manhã. O caso dele foi classificado “como urgente, de gravidade moderada e sem risco imediato”, segundo nota da SES-GO (Secretaria Estadual de Saúde de Goiás). “Foi atendido por médico pediatra e iniciado os procedimentos terapêuticos e diagnósticos”, afirmou em outro trecho.

O hospital informou, também em nota, que encontra-se em superlotação constante, e, mesmo assim, segundo o texto, a criança foi atendida e permaneceu nas cadeiras com a mãe, recebendo o tratamento prescrito e aguardando vaga em leito. A unidade de saúde confirmou que o quadro da criança evoluiu com muita gravidade, não respondendo às manobras de ressuscitação na sala de reanimação.

Mesmo com todos os problemas, o hospital também informou que, no ano passado, tinha a meta contratada por gestão por organização social de 43.560 atendimentos de urgência e emergência e hoje atinge um total de 49.468 atendimentos, 14% acima do estabelecido em contrato de gestão compartilhada.

Conselheiros tutelares também instauraram procedimento para acompanhar a apuração do caso e denunciam que a unidade de saúde improvisa a internação de pacientes em cadeiras no corredor, como ocorreu com Diogo. “Não está tendo pediatra”, reclama o conselheiro tutelar Bruno Souza.

Compartilhe:

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Péricles deve acionar a Justiça por erro de informação sobre lei no site da Prefeitura

Sorocaba registra quinto óbito suspeito de Coronavírus

Seis estreias variam ainda mais programação das salas de cinema da região

“The Americans” e “The Marvelous Mrs. Maisel” são consagradas em prêmio da crítica

Aumenta o perigo de degradação da floresta amazônica

Caixa e BB iniciam nova fase de pagamento do PIS/Pasep