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CPI do Falso Voluntariado vai apresentar relatório parcial nesta terça; texto será lido no plenário

Postado em: 23/04/2019

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As vereadoras Iara Bernardi (PT) e Fernanda Garcia (PSOL) estão terminando de colher as assinaturas necessárias e devem apresentar na sessão de hoje (23) do Legislativo Sorocabano o relatório parcial da CPI do Falso Voluntariado, também conhecida como CPI da Taty Polis nos corredores da Casa de Leis. Com base neste texto, se forem apresentados indícios de crimes de responsabilidade do prefeito José Crespo (DEM), existe a possibilidade de abertura de uma Comissão Processante com embasamento jurídico suficiente para cassar o mandato do chefe do Executivo. A informação já havia sido publicada pelo IPA Online após entrevista das vereadores Iara Bernardi (PT) e Fernanda Garcia (PSOL) na edição do Jornal da Ipanema desta segunda-feira (23).

O IPA Online divulgou com exclusividade na semana passada que já há maioria absoluta entre os vereadores (mais de 14 votos) favoráveis à cassação do prefeito José Crespo (DEM). Os parlamentares, no entanto, querem que a solução encontrada seja “tecnicamente definitiva”, não possibilitando uma volta de Crespo ao governo por meio da Justiça.

Outros pedidos, também enviados por moradores, têm apresentado inconsistências jurídicas, segundo fontes ligadas ao Legislativo Municipal, o que pode gerar contestações judiciais futuras. O medo entre os vereadores, como o IPA Online adiantou na semana passada, é uma possível volta de José Crespo por meio de uma decisão judicial como aconteceu em 2017, onde o prefeito voltou ao cargo por um erro na condução da CP, e não pelo mérito analisado.

Um vereador, que preferiu não ser identificado, da base de apoio do governo Crespo, afirmou ao IPA Online na última quarta-feira que “o momento é grave, é certo que a situação do prefeito é insustentável, mas que a solução precisa ser tecnicamente definitiva”. “Não podemos errar de novo. A cidade não aguenta”, explicou.

As vereadoras Iara Bernardi (PT) e Fernanda Garcia (PSOL), presidente e relatora do CPI do Falso Voluntariado, foram entrevistadas nesta manhã de segunda-feira (22), no Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema.

Durante a entrevista, Iara citou “mau uso do recurso público e ações criminosas” supostamente cometidas no Governo Crespo. “Estamos debatendo crimes, irregularidades, desvios. A cidade elegeu e aguenta um presidente, como deputados e prefeito ineficientes”, exclamou.

Cobrada pela população da cassação do prefeito, ela rebateu: “não posso cassar o prefeito pela incompetência dele. Precisamos seguir os ritos, dentro da lei, para que ele não volte novamente. Precisamos comprovar crime”, afirmou.

Já Fernanda declarou que, antes de entrar com pedido de Comissão Processante (que tem o poder de cassar o mandato do prefeito), quer “qualidade material, com embasamento” para que não haja possibilidade de o prefeito José Crespo (DEM) retornar à prefeitura por meio da Justiça. “Não adianta fazer toda a movimentação e não adiantar de nada”, disse a relatora. “O governo Crespo gerou instabilidade no início, ano passado e neste ano temos esse caos novamente”, completou. “Minha preocupação como relatora é a qualificação do documento para não haver brecha”.

Sobre Tatiane Polis, relembrando a CPI do Falso Diploma, Iara ironizou o fato saber que a voluntária, mesmo sem comprovação de ensino médio, faz atualmente pós-graduação “Ela me disse na CPI que está fazendo pós. Ela não tem nem ensino fundamental [completo]. O diploma de ensino médio não é válido e ela está fazendo pós. Como o Brasil evoluiu, não?”.

Ainda, a presidente afirmou ter recebido em sua CPI três documentos distintos, com informações divergentes, sobre o voluntariado de Taty Polis ao prefeito.

As vereadoras declararam considerar “peça-chave” para revelar os esquemas do Governo Crespo o depoimento do ex-secretário de Comunicação Eloy de Oliveira à Polícia Civil, inclusive revelando os e-mails indicando o poder que a voluntária Tatiane Polis tinha na prefeitura. O documento foi encaminhado à CPI por meio do advogado de Eloy, Lucas Del Campo. “Ele ratificou o depoimento dele. Está se sentindo ameaçado e caluniado”, relatou Fernanda.

Já Iara relembrou o depoimento de Ricardo Mari, publicitário ex-assessor comissionado da Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom), que também prestou depoimento à Polícia e revelou uma relação de 56 notas de serviços que não tinham comprovação de realização.

O contrato de R$ 20 milhões junto à empresa DGentil, que era de fiscalização da Secom, depois passou para Carlos Mendonça, chefe de Gabinete, conhecido pelo infame episódio da coxinha.

 

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