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Comissão: Crespo acusa opositores de se utilizarem de práticas nazistas contra ele

Postado em: 17/05/2019

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Por Gustavo Ferrari

O prefeito José Crespo (DEM) apresentou a sua defesa prévia à Comissão Processante, solicitando aos vereadores Nenê Silvano (PV/presidente), Hudson Pessini (MDB/relator) e Rafael Militão (MDB/membro) que arquivem a denúncia proveniente do relatório parcial da CPI do Falso Voluntário aberta pela Câmara Municipal de Sorocaba que pode levá-lo à cassação.

Sustentada pelo advogado Márcio Leme, a defesa acusa algumas pessoas, as quais Crespo chama de ‘opositores’, de se utilizarem de práticas nazistas para “vilipendiar os resultados das urnas e a soberania popular”, a fim de encerrar, antes do prazo previsto, o seu mandato como prefeito. Para isso, cita a postura do ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, quando diz que os opositores criam “factoides”, divulgando-os, “valendo-se da técnica da repetição tautológica e insistência”.

Sindicato

Crespo aponta, no contexto da defesa, o precursor disso, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sorocaba (SSPMS), Salatiel Hergesel, o qual acusa de se valer da “estrutura sindical para dar azo às suas vontades políticas e interesses pessoais”.

O prefeito, na esteira do embasamento jurídico apresentado na defesa prévia, diz, ainda, que o sindicalista “articula nas sombras, sorrateiramente, para chantagear e desmoralizar os vereadores de Sorocaba, sem qualquer pudor ou limite”. Para isso, cita uma suposta troca de mensagens de WhatsApp, afirmando que Salatiel comunicaria ao Ministério Público a prática de ‘mensalinho’ entre os vereadores e seus servidores comissionados, caso os parlamentares “não acolhessem seu desejo de cassar o mandato de Crespo”.

“Namoro”

O advogado Leme sustenta, também, à Comissão Processante, que Pessini deve ser ‘impedido’ de continuar como relator na referida equipe de investigação parlamentar devido à “união estável ou relação de namoro” com a vice-prefeita, Jaqueline Coutinho (PTB), a qual seria beneficiária numa cassação, pois ‘ascenderia’ ao cargo de prefeita da cidade.

Por fim, Crespo pede à Comissão Processante que suspenda os trabalhos investigativos, declare a nulidade do relatório parcial da CPI do Falso Voluntariado e decrete a improcedência das infrações apontadas no bojo do processo.

Para o prefeito, o depoimento de testemunhas na referida CPI mostra que as acusações contra a ‘voluntária’ Tatiane Pólis “não têm fundamento”, uma vez que “em nenhum momento ficou evidente a acusação de assédio moral praticada por ela a servidores comissionados, tratando-se de tamanha farsa criada, uma história fantasiosa, sem um mínimo de consistência”.

Outros lados

Sobre os apontamentos feitos pela defesa de Crespo, o vereador Pessini informou “sentir-se envaidecido e valorizado” com o “constante empenho” em vê-lo “longe” da CPI e da Comissão Processante, “sinal que meu trabalho e conduta são respeitados”.

Já Salatiel destacou que agiu como munícipe ao entrar com o protocolo das denúncias na Câmara Municipal e que, “em nenhum momento”, utilizou-se da função de presidente do SSPMS e “nem da estrutura” da instituição para elaborar o pedido de investigação contra Crespo. “O prefeito pode falar o que ele quiser. Estou tranquilo”, disse o sindicalista.

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