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Casos do novo Coronavírus sobem para oito; SP tem primeiros registros de transmissão local

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress
Postado em: 05/03/2020

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Natália Cancian, Folhapress

 

Subiu para oito o número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus Sars-CoV-2 no Brasil. As informações são de plataforma do Ministério da Saúde criada para monitorar dados sobre a doença.


Segundo a pasta, também foram confirmados os dois primeiros registros de transmissão local, ambos em São Paulo.

Um dos casos é de um familiar do primeiro paciente com o diagnóstico da doença covid-19 no país. O outro é de uma pessoa que teve contato com esse segundo caso.

De acordo com o secretário de vigilância em saúde do ministério, Wanderson Oliveira, como os casos estão ligados entre si, ainda não se pode dizer que há uma transmissão sustentada ou dentro de uma comunidade no país.

"Isso significa que o vírus não está produzindo doentes cuja fonte não conseguimos identificar. Todos os casos têm histórico de viagem ou histórico de contato com caso confirmado", disse.

Entre os casos confirmados até o momento, seis são em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo. Um outro, registrado no Distrito Federal, deu positivo para o vírus em um exame da rede privada, e agora aguarda contraprova.

Também subiu para 636 o número de possíveis casos ainda em investigação. Outros 378 já foram descartados após exames.

Os detalhes dos quatro novos casos serão divulgados na tarde desta quinta-feira (5). Mais cedo, a pasta havia confirmado o 4º caso da doença, uma adolescente de 13 anos que viajou para a Itália.

Inicialmente, o ministério havia informado que esse registro não entraria na lista de confirmados por não se enquadrar na definição de caso de covid-19, já que ela não apresentou sintomas da doença, como febre e tosse seca.

Após reunião com especialistas nesta quinta-feira (5), a pasta recuou da decisão e decidiu classificar o registro como confirmado.

A avaliação ocorreu devido a quatro pontos: 1) o fato de o exame ter dado positivo para o vírus, 2) o histórico de viagem da adolescente a uma área de alta transmissão, 3) o uso de medicamentos que podem ter escondido sintomas, como febre e 4) a possibilidade de que a adolescente ainda tenha sintomas.

O caso da adolescente era analisado desde quarta-feira (4), quando o resultado de um primeiro exame feito pela adolescente na rede privada deu positivo para o novo coronavírus.

A estudante de 13 anos havia viajado para a Itália. Lá, ela esteve em Milão e depois na região de Dolomitas, onde ficou internada em um hospital por causa de uma lesão no joelho.

O retorno ao Brasil ocorreu no domingo (1º). Na terça (3), ela esteve no hospital Beneficência Portuguesa, onde coletou amostras para exames, que deram positivo. Teste de contraprova feito pelo instituto Adolfo Lutz confirmou a análise.

A adolescente, porém, não teve sintomas desde que chegou ao país. Segundo equipes do Ministério da Saúde, ela pode ter feito o teste porque esteve internada em um área onde há alta transmissão do novo vírus.

A pasta diz que avaliará se um eventual medicamento usado para tratamento da lesão no joelho pode ter levado a estudante a não apresentar sintomas. O histórico dos familiares que a acompanharam na viagem também deve ser analisado, e tanto a adolescente como seus contatos próximos são monitorados.

"Ela pode ainda ter sintomas? Pode. Ela pode estar em um período de incubação [do vírus] e pode ter daqui a alguns dias. Ou pode não desenvolver. Estudos têm demonstrado que, das crianças de seis meses até 17 anos, 25% não apresentam sinais e sintomas, e são casos assintomáticos", diz o secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira.


Ele diz que o caso passará a constar na lista, mas com observações.

Atualmente, não há recomendação para que casos sem sintomas sejam testados para o novo vírus. Na quarta-feira (4), ao ser questionado sobre o caso, ainda em investigação, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, negou mudanças na orientação atual da pasta.

"Do ponto de vista da saúde pública, não vamos fazer exame de todo mundo para, numa loteria esportiva, saber se alguém teve o vírus", disse. Para ele, a medida seria ineficaz na contenção do vírus.

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