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Casa de Papel pode ter prisões; delegado: “munícipe vai saber de desvios de verba”

Postado em: 02/10/2019

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O delegado titular da Delegacia Seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, disse que poderá haver pedidos de prisão relacionados à Operação Casa de Papel. Sua fala veio à tona durante entrevista no Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, durante a manhã desta quarta-feira (2).

A operação Casa de Papel, considerada já estar na reta final para que o inquérito seja concluído, foi deflagrada pela Polícia Civil, com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em abril deste ano. O prefeito cassado José Crespo (DEM) é um dos 12 investigados, além de agentes públicos ligados à Prefeitura de Sorocaba e empresários. “Constatou-se de forma muito clara quem mandava, quem era delegado a tal ato, quais as funções de cada um”, disse o delegado sobre o esquema criminoso que tinha a intenção de desviar dinheiro público.

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Até o momento, o inquérito possui 1.800 páginas divididas em nove volumes. Para concluí-lo, a polícia entrará na fase de defesa dos investigados, entre eles Crespo. A ação deve ser finalizada num prazo de 10 dias. A investigação também teve parte juntada com a do Falso Voluntariado, no qual o democrata e a ex-voluntária da prefeitura Tatiane Pólis já estão indiciados. No caso, 15 mil e-mails em comum fazem parte das duas operações.

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Delegado Seccional de Sorocaba nos estúdios da Rádio Ipanema / Foto: Alana Damasceno

Questionado pela bancada de apresentadores se pode ocorrer prisões, Carriel respondeu: “a prisão geralmente é feita para cessar a prática do crime para ele não continuar ocorrendo. Mas pode haver pedido sim de prisão, se vai acontecer não é da minha alçada. Se eu achar que tem espaço, pedirei”.

Ainda, o delegado revelou que o munícipe ficará surpreso com os desdobramentos da operação, que apontam desvios milionários de verba pública. “A sociedade sorocabana vai, infelizmente, ter noção de como o dinheiro público era mal gerido, desviado e roubado por meio de contratos fraudulentos”, disparou.

A Casa de Papel investiga crimes de organização criminosa qualificada pela questão de ser praticada por agentes públicos, além de corrupção ativa, enriquecimento ilícito, furto, peculato, desvio de dinheiro entre outros.

O período investigado abrange os dois últimos anos da administração pública em Sorocaba, ou seja 2017 e 2018, época esta em que Crespo chefiava o Executivo.

“Era um absurdo o que acontecia. A Casa de Papel vai ser um divisor de águas. O agente político tem que tomar muito cuidado com o que ele vai fazer, porque se ele cometer delito ele vai para a cadeia”, esbravejou, afirmando que a Seccional tem, agora, um setor especializado em investigar crimes contra o dinheiro público. “A especialização é o caminho para a investigação”.

Conforme o delegado Seccional, a Casa de Papel descobriu uma organização criminosa que tinha chefia, funções definidas e escalões. Para embasar sua fala ele afirma que há documentos comprovando o caso.

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Delegado Seccional de Sorocaba nos estúdios da Rádio Ipanema / Foto: Alana Damasceno

Ainda segundo Carriel, a questão do foro privilegiado antes de direito de Crespo enquanto prefeito acabou por atrasar a operação em cerca de três meses. Há cerca de duas semanas, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do democrata. Foram apreendidos celulares, notebooks e documentos.

O inquérito relacionado à Casa de Papel tramita na justiça comum, no fórum de Sorocaba.

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