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Luiz Marinho defende governança regional para solucionar saúde no estado de SP

Postado em: 29/08/2018

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O candidato ao governo do estado de São Paulo, Luiz Marinho (PT), concedeu entrevista ao Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema, edição desta quarta-feira (29), para falar sobre suas propostas caso eleito. Assista abaixo.

Marinho tem 59 anos e é ex-prefeito de São Bernardo do Campo, foi ministro do Trabalho e da Previdência durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e é ex-presidente da CUT e dos Metalúrgicos do ABC.

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Luiz Marinho durante o Jornal da Ipanema / Foto; Alana Damasceno

Durante o jornal o candidato foi entrevistado pelo apresentador José Roberto Ercolin.

Em quarto lugar em pesquisa de intenções de votos, Marinho acredita que crescerá com o tempo. Segundo ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba (PR), lidera em São Paulo.

“Você tem PSDB governando há 24 anos. O que aconteceu com a educação do estado de São Paulo? Há um desmonte. Quando um menino ou menina sai da rede municipal para a estadual, há um certo desespero no pai e mãe. A qualidade da merenda, a escola parecendo cadeia. A sala tem 50 alunos. Como garantir qualidade de educação com isso?”, questionou. “O aluno sai sem saber português, matemática”, completou.

Também comentou sobre a situação da saúde, inclusive de Sorocaba. “Falta medicamento, demora na consulta”, disse. “Se o estado não funciona, então ele fragiliza muito os municípios”, criticou. Para solucionar o problema no atendimento SUS (Sistema Único de Saúde), Marinho propõe a governança regional. “Nós vamos assumir integralmente o estado de São Paulo para reorganizar a saúde. A partir de um diagnóstico, de estudo, vamos fazer governança regional de forma a coordenar conjuntamente. Assim, é possível integrar as Santa Casas nesse sistema também. É importante um conselho gestor nesse processo. Assim, fazemos mais com o mesmo recurso”.

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Luiz Marinho durante o Jornal da Ipanema / Foto; Alana Damasceno

Já sobre emprego, o candidato acredita em investir em pequenos empresários. “Enquanto o governo lula reestruturava o BNDES para trazer emprego, investir no empreendedor, o PSDB desmontava isso. Vamos criar banco de fomento e desenvolvimento para oferecer crédito para as pequenas empresas, o estudante para investir em tecnologia. Podemos estabelecer ao estado a compra da agricultura familiar. Seguramente precisará de mais motoristas, mais segurança, gerando mais renda. Um banco que possa estimular isso”.

Criticou os candidatos concorrentes João Doria, do PSDB e Paulo Skaf, do MDB. “Ele e Doria são farinha do mesmo saco. Skaf se ‘finge de morto’ sobre apoiar o presidente Michel Temer (MDB)”.

Acompanham a visita de Marinho ao Sistema Ipanema de Comunicação os vereadores sorocabanos Francisco França e Iara Bernardi; o candidato a deputado estadual Hamilton Pereira e o candidato a deputado federal Izídio de Brito.

Lula

No momento de maior destaque da entrevista, Marinho deixou claro considerar Lula “candidatíssimo” à Presidência da República. “Ele não tem seus direitos políticos cassados. Doria tem hoje direitos políticos cassados. Doria não pode [concorrer]. Para esquecer o lula resolveram trancafiá-lo”, pontuou.

Sobre a suposição de que, por estar condenado em segunda instância, a possibilidade de a candidatura de Lula ser impugnada pela Justiça, o candidato pediu para “não colocar a carroção na frente dos bois”. “Precisamos chamar atenção das Cortes. A ONU disse que o Lula tem seu direito político impedido. Até dia 7 de outubro não dá tempo de o STJ julgar o caso dele. Nós estamos botando o carro na frente dos bois. Vamos aguardar os julgamentos, recursos, e se o STF não entrar numa armadilha, nesse jogo político tirá-lo das eleições, ele será presidente da República”, argumentou.

Já sobre o vice de Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, acusado de enriquecimento ilícito e réu em processo sobre construção de ciclovias da capital, Marinho também considerou ser “perseguição política”. “Evidentemente que Daddad tem todas as condições de passar por esse processo. Fechar esse complô contra o PT, que é fechar também contra o povo brasileiro. O povo que teve ‘Minha Casa, Minha Vida’, emprego. O Lula tirou o Brasil do atoleiro e é capaz de tirar do atoleiro mais uma vez”, finalizou.

Assista

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