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Botucatu tem madrugada de pânico com assaltos, tiroteios e explosões

Foto: reprodução/redes sociais
Postado em: 30/07/2020

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Cristina Camargo, FOLHAPRESS


A ação de uma quadrilha de assaltantes provocou pânico em Botucatu (a 239,6 km de São Paulo) na madrugada desta quinta-feira (30). Tiros, explosões, ruas e avenidas bloqueadas e incêndios foram relatados por moradores de vários pontos da cidade. Diversos vídeos mostrando os tiroteios e as explosões foram postados nas redes sociais.


Segundo informações de testemunhas, os assaltantes atacaram com explosivos ao menos três agências bancárias na avenida Armando de Barros, centro comercial de Botucatu; roubaram carros, fizeram reféns e ameaçaram a Polícia Militar. Eram por volta de 40 criminosos fortemente armados e mascarados.


A quadrilha ateou fogo em uma caminhonete em frente ao Batalhão da Polícia Militar e atirou contra policiais que estavam no prédio. Dois policiais ficaram feridos e foram socorridos. Na fuga, outros veículos foram incendiados nas proximidades dos acessos à cidade, como parte da estratégia para escapar da perseguição.


Um dos vídeos divulgados por moradores mostra o momento em que parte da quadrilha rende funcionários e clientes de uma farmácia localizada no centro comercial.


Ainda não há informações sobre o número de reféns e valores que teriam sido levados pela quadrilha. Segundo informações da polícia, ainda existem explosivos em algumas das agências atacadas.


A ação dos assaltantes começou por volta das 23h30 de quarta-feira e durou cerca de três horas. Ou seja, os moradores de Botucatu, cidade de 146 mil habitantes, passaram parte da madrugada ouvindo o barulho de tiros e explosões.


No meio da madrugada, a prefeitura da cidade divulgou nota pedindo para a população ficar em casa e não sair para procurar possíveis pontos danificados. O alerta é para evitar riscos e não interferir no trabalho das forças de segurança que estão em Botucatu.


Policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) e da Rota fazem buscas aos assaltantes.


Um assalto parecido ocorreu no início de maio em Ourinhos, também no interior de São Paulo, na divisa com o Paraná e a 371 km da capital. Na ocasião, a exemplo do que aconteceu em Botucatu, muitos tiros foram disparados. Um refém foi usado como escudo humano.


Em setembro de 2018 foi a vez de Bauru (a 329 km de São Paulo) viver uma madrugada de terror. Cerca de 30 criminosos armados com fuzis usaram um drone para atacar três agências bancárias.


Os assaltantes ocupavam ao menos oito carros blindados, de acordo com a polícia, e trocaram tiros por aproximadamente uma hora com policiais militares. O drone foi usado pelos bandidos para monitorar a movimentação das forças de segurança. O equipamento foi visto sobrevoando um batalhão da PM.

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