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Bolsonaro: "PT quer que o pobre não tenha acesso à cloroquina"

Jovem Pan News
Postado em: 21/05/2020

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O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta quinta-feira (21), o pedido feito ao Tribunal de Contas da União (TCU) por senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) para suspender o novo protocolo do uso da cloroquina em casos leves da Covid-19, instituído nesta semana pelo Ministério da Saúde.

“Um grupo de senadores do PT entrou com requerimento no TCU pedindo que esse protocolo deixe de ser válido. A gente lamenta… o senador Humberto Costa quer fazer com que o pobre não tenha acesso à hidroxicloroquina. O que pode acontecer é que o medicamento pode sumir das farmácias, ir para o câmbio negro aí é custar R$ 2 mil, R$ 5 mil a caixa”, afirmou.

Bolsonaro voltou a dizer que “sabe que a cloroquina não tem comprovação científica”, mas defendeu que há muitos relatos de médicos sobre pacientes que tomaram o medicamento e se curaram. “Alguns morrem, claro, não é todo mundo que vai tomar o remédio e ficar vivo, mas a grande maioria fica”, declarou, acrescentando que a questão em torno da hidroxicloroquina virou “uma briga ideológica”.

“Eu tomo Coca-Cola, quem quiser tomar cloroquina, toma ‘pô’. Eu não estou perseguindo o PT, mas voltar a determinação que só pode usar a cloroquina em estado grave, não adianta mais”, complementou.

Bolsonaro voltou a se colocar contra o isolamento social e defendeu o uso de máscaras. Segundo ele, “todos têm a ganhar com a volta responsável ao serviço”.

“Eu digo a vocês governadores, vocês que decidem, mas eu estou mandando bilhões para vocês [em referência ao auxílio de R$ 60 bi a estados e municípios]. O estado que tiver abertura radical, sem multa, com convencimento de usar a máscara, vai ser um governador reconhecido, porque a ansiedade da população está enorme”, disse.

O presidente “lamentou a morte de todo mundo”, mas afirmou que a liberdade é o que tem “de mais importante na vida”. Hoje, o Brasil registrou o maior número de mortes e casos confirmados pela Covid-19: 1.188 e 18.508, respectivamente.

“Eu defendo usar máscara o resto é o cuidado familiar e toca o barco aí, é a vida, é a realidade. Morre muito mais gente de pavor. […] O pavor de morrer às vezes mata muito mais.”

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