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Às pressas, Crespo desmarca agenda e procura secretário de Segurança de SP

Postado em: 17/04/2019

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Uma “corrida de última hora” feita pelo prefeito José Crespo (DEM) para procurar o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, General João Camilo Pires de Campos, para uma conversa causou estranheza nos bastidores políticos de Sorocaba, nesta quarta-feira (17). Segundo o apurado pelo Ipa Online, o democrata desmarcou parte de sua agenda prevista para esta quarta-feira (17) para ir à capital reunir-se com o chefe da Pasta de Segurança.

Apesar de o encontro ter ocorrido com o titular de uma das principais Pastas do governo do Estado, a reunião ocorreu aparentemente sem muito alarde e divulgação por parte da prefeitura. O teor da conversa é desconhecido.

Fontes internas da Pasta informaram ter visto o prefeito no local para uma reunião, aparentemente de emergência, com o General João Camilo. Ainda, o prefeito tinha intenções de conversar com o vice-governador Rodrigo Garcia, mas o encontro ainda não foi confirmado.

O Ipa Online questionou a Prefeitura de Sorocaba sobre as reuniões citadas acima. Segundo ela, “o Prefeito de Sorocaba, como faz regularmente, esteve reunido com diversas autoridades do governo do Estado para tratar de assuntos de interesse do Município nas mais diversas áreas, como: Segurança, Educação, Saúde, Cultura, Esportes e outros.”

O encontro acontece justamente um dia após o escândalo envolvendo um suposto esquema de corrupção que envolveria o prefeito e Tatiane Pólis, no qual ela receberia um salário de R$ 11 mil, mesmo atuando como voluntária para a prefeitura.

José Crespo foi citado em depoimento à Polícia Civil, dentro da operação “Casa de Papel”, pelo ex-secretário de Comunicação Eloy de Oliveira, que trabalhou para Crespo desde a campanha eleitoral. Segundo o ex-titular da Secom à polícia, todo o esquema de pagamento a Tatiane era feito por meio de uma empresa de publicidade que tem contrato com a prefeitura. O ‘salário’ ocorreria por determinação do prefeito.

Crespo consta também em um inquérito policial que investiga a atuação do voluntariado de Tatiane Pólis. O caso já está nas instâncias superiores da Justiça.

O caso da ex-assessora, se comprovada a influência em atos e ações do Executivo Municipal, é tipificada como crime no Código Penal Brasileiro, em seu artigo 328, como usurpação da função pública, ou seja, exercer ou praticar ato de uma função que não lhe é devida. A punição se dá quando alguém, indevidamente, utiliza uma função pública alheia, praticando algum ato ou vontade correspondente.

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