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As mulheres de Sorocaba fazem história

Postado em: 09/03/2019

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Por Vanderlei Testa

Março, mês da mulher. Dia 8 foi o Dia Internacional da Mulher. Elas, que têm o dom de ser mãe e gerar filhos à descendência da família, ou para viver a vida sem essa missão materna, mas, embelezando a existência humana, a nossa homenagem. Desde Eva, a primeira mulher humana da história bíblica, todas conquistam até hoje o amor e a paixão pela sua formosura feminina.

Vou escrever a partir de um nome de mulher: Dolores. Significado de um nome que é de origem espanhola de Maria das Dolores, um dos codinomes de Maria, mãe de Jesus. Conheço várias mulheres com o nome Dolores. Certamente, elas são descendentes de espanhóis.

A Dolores Galvão morava vizinha da minha casa, quando nasci. Cresci a vendo trabalhar na feira livre da rua Santa Maria, vendendo cebolas, batatas, frutas e verduras. O Silvio, marido dela, ia de carroça comprar os produtos nas lavouras da periferia de Sorocaba. A Dolores Maldonado, amiga de mais de 20 anos, é casada com o Marcos. Aprendeu com ele, um dos mais experientes criadores e produtores de textos manuscritos de histórias em quadrinhos do Brasil.

Há décadas, Marcos e sua prancheta, com as canetas e sua habilidade manual, realiza o sonho dos apaixonados por heróis e personagens dos gibis. Com os seus escritos nas nuvenzinhas dos diálogos nos desenhos, para leitura e emoção dos leitores, marcos e Dolores são os anônimos e verdadeiros artistas.

O casal mora no Jardim Saira, onde mantém em seu estúdio uma das maiores coleções de gibis do país. O curioso é que no Paraná, em Londrina, existe uma rua Dolores Maria Bruno. E nesse local há uma Associação dos colaboradores da Gibiteca, um grupo de fãs do gibi. Bem, e daí que, coincidentemente, essa Dolores Maria Bruno é o nome da mulher sorocabana que foi a primeira piloto de avião na cidade a conseguir o seu brevê (autorização legal para voar).

Essa história de 1944 quem contou foi o amigo historiador Adolfo Frioli. Foi no Aeroclube de Sorocaba que ela conseguiu mostrar a sua incrível aptidão para pilotar aviões. Esquecida na história de Sorocaba, bem que mereceria uma homenagem com um busto ou quadro no saguão do aeroporto da cidade.

E, para finalizar, Anésia Pinheiro Machado, natural de Itapetininga, a primeira mulher aviadora a realizar um voo em solo brasileiro. Chamada como “bandeira da aviação feminina brasileira”, Anésia nasceu em junho de 1904 e faleceu em 1999, com 95 anos de idade.

E para fechar o artigo, a você mulher, Basilia, Carmela, Camila, Carolina, Claudete, Sueli, Maria Aparecida, Clarisse, Cleseide, Cristina, Sandra, Silvia, Zélia, Elza, Janete, Beatriz, Rose, Renata, Sonia, Claudia, Valéria, Soraia, Fernanda, Evelin, Thais, Dalva e milhões de nomes de mulheres, a certeza de que todos os dias é o Dia da Mulher.

 

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Vanderlei Testa é jornalista e publicitário
vanderleitesta.ipa@gmail.com

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