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Após apoiar ação dos EUA, Bolsonaro diz que Brasil manterá comércio com Irã

Foto: Alan Santos/PR
Postado em: 07/01/2020

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Talita Fernandes, FOLHAPRESS


Depois de apoiar a ação dos EUA contra o Irã, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira (7) que o Brasil manterá o comércio com o país do Oriente Médio. 


"Temos o comércio com o Irã e vamos continuar nesse comércio", afirmou na saída do Palácio da Alvorada ao ser questionado sobre a decisão do governo iraniano de chamar a encarregada de negócios no Brasil para dar explicações sobre uma nota do Itamaraty. 


O governo do Irã convocou a encarregada de negócios da embaixada do Brasil no país, Maria Cristina Lopes, para reclamar da nota oficial divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores sobre o ataque que matou o general Qassim Suleimani.


Na nota, do dia 3, o Brasil manifestou "apoio à luta contra o flagelo do terrorismo". Lopes foi chamada porque estava no lugar do embaixador, Rodrigo Santos. Segundo o Itamaraty, a conversa foi cordial. Na prática diplomática, uma convocação desse tipo é um ato de reprimenda. 


Indagado se o Brasil poderia adotar postura semelhante e convocar os diplomatas que estão no Irã, o presidente não respondeu. 


Ele disse que aguarda para saber o que vai acontecer após a convocação e uma conversa que terá sobre o tema com o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores). 


"O Ernesto está fora do Brasil. Ele chegando aqui eu vou conversar com ele. Eu não costumo conversar de certos assuntos sem antes ouvir o respectivo ministro", disse.


O posicionamento do Brasil em apoio à ação militar dos EUA no Iraque, que matou o general iraniano, causa preocupação ao Ministério da Agricultura. 


Na visão da pasta, ao abandonar a postura de neutralidade, o governo brasileiro pode colocar em risco os negócios com aquele país.


De acordo com dados do governo, entre janeiro e novembro de 2019, a balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 2,028 milhões com o Irã, que compra principalmente milho, soja e carne brasileira. 


"Eu me reservo ao direito de estadista, de presidente do Brasil, de não discutir essas coisas [falar publicamente sobre a convocação do Irã]. Eu quero saber uma coisa: o Irã adotou alguma medida contra nós? Eu acho que não."


Bolsonaro repetiu que o governo brasileiro apoiou a ação americana por condenar terrorismo. "Nós repudiamos terrorismo em qualquer lugar do mundo e ponto final. é um direito deles, como é o meu também."

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