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Aluna negra da UFSCar é vítima de ameaças e racismo dentro do campus

Postado em: 08/11/2018

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Uma aluna negra do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de São Carlos, campus Sorocaba, foi vítima de ameaças e ofensas racistas por meio de pichações feitas nas paredes no banheiro da universidade.

Em dois banheiros da universidade os suspeitos escreveram frases ameaçadoras como “vai morrer imunda” e “preta imunda”, além de desenhar uma suástica, símbolo do nazismo, voltados à estudante Thalita Suzan.

Por meio de nota, a UFSCar informou que repudia qualquer forma de discriminação ou violência, e tomará as medidas cabíveis diante do fato apresentado. A UFSCar defende, com veemência, a democracia, a tolerância e o convívio harmonioso entre pessoas com culturas, ideologias ou crenças diferentes.

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Foto: reprodução

O caso ocorreu na terça-feira (6) e um boletim de ocorrência na polícia foi registrado pelo caso. Por meio das redes sociais, a direção do Centro de Ciências Humanas e Biológicas no Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos, por meio de seu diretor e professor, André Cordeiro, foi informada sobre ameaça de morte e injúria racial, escritas nas portas de dois banheiros, ambos no prédio do CCHB. O Centro manifestou total indignação e repúdio em relação às ameaças de morte e às frases preconceituosas.

De acordo com nota do CCHB, “ameaças e agressões de fundo preconceituoso contra um grupo ou indivíduo NÃO SERÃO TOLERADAS, pois constituem inequívoco atentado à vida, à democracia e ao convívio com a diversidade que sempre foi defendido pela Universidade. Acontecimentos como esse são inadmissíveis e nos indicam a necessidade de constante vigilância sobre casos de intolerância, mesmo que mínimos ou velados, que possam ocorrer no nosso espaço de estudo, pesquisa e convivência”.

A direção do CCHB manifestou, também, total solidariedade à discente e tem, em conjunto com outras instâncias da universidade, atuado para que este caso seja amplamente debatido e repudiado pela comunidade além de averiguado de forma rápida. Por se tratar de um crime de ameaça de morte, injúria racial e de depredação de patrimônio público, o caso já foi encaminhado aos órgãos de investigação competentes, que já periciaram os locais.

“Além disso, por considerar que o espaço universitário é um espaço de tolerância, nenhuma manifestação contrária ao direito à vida, à livre expressão e à diversidade (sexual, étnica, de pensamento, de gênero, religiosa etc.) será aceita. Não vamos nos intimidar diante de tais agressões, não vamos nos silenciar! Seremos o esteio da luta pela manutenção da democracia, da paz, da tolerância e por uma universidade pública de qualidade, gratuita e plural”, finaliza a nota.

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