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Advogado de homem espancado entrará na Justiça contra participantes de linchamento

Foto: arquivo pessoal
Postado em: 15/11/2019

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O advogado de defesa do homem espancado, após considerada falsa denúncia de abuso cometido por ele em seus filhos, entrará na Justiça contra quem o acusou e participou de seu linchamento. Um laudo feito pela Polícia Civil durante investigação deu negativo para abuso sexual.

 

Após feita a denúncia, o homem, 35 anos, foi espancado por um grupo de populares no residencial Carandá, em outubro. Ele ficou hospitalizado por 10 dias no Conjunto Hospitalar de Sorocaba e perdeu o emprego. 


Conforme Gustavo Ribeiro de Araújo, advogado do então suspeito, o inquérito policial foi concluído e ele não foi indiciado. "O próximo passo será tomar as devidas medidas jurídicas contra as pessoas que inventaram essas mentiras e participaram do linchamento", informou ao Ipa Online.


A redação conversou também, nesta sexta-feira (15), com a irmã do acusado na falsa denúncia. "[Ele] está se recuperando. Estamos com receio, pois muitos moradores ainda continuam instigando violência. Graças a Deus ele teve sorte, apesar das pancadas e ter ficado com um coágulo, ele se recuperou bem e está bem lúcido", disse à reportagem. 


A mulher revelou que, na data do espancamento e do surgimento da denúncia de suposto abuso, seu irmão "havia ido buscar suas roupas, pois ele e sua ex-esposa estavam separados e já esperavam por ele".


Pouco antes do ocorrido, o homem comemorava seu retorno ao mercado de trabalho, após ficar desempregado durante dois anos. Hospitalizado devido ao linchamento, ele foi dispensado do emprego, conta a irmã. 


O caso 


Um homem de 35 anos suspeito de abusar sexualmente de dois filhos menores foi espancado por moradores, no residencial Carandá, no dia 5 de outubro deste ano.


A polícia entrou em contato com a ex-mulher que o teria denunciado pelo suposto abuso na Delegacia de Defesa da Mulher de Sorocaba (DDM).

 

Com vários ferimentos graves pelo corpo, ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional. 


O caso corre em segredo de Justiça.

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