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Acusado de matar a namorada foi preso ao voltar para o Brasil após ser assaltado

Postado em: 11/07/2019

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O rapaz acusado pela Polícia Civil de ter matado a namorada Kelly Christina Parreira, Alysson Raszejas, 40 anos, chegou a fugir para o Paraguai após cometer o crime, mas decidiu voltar para o Brasil após ser assaltado. Raszejas foi preso nesta quarta-feira (10), na rodoviária de Itapetininga.

Kelly foi achada sem vida, na última quinta-feira (4), com marcas no pescoço. Desde então Alysson estava desaparecido. À polícia, ele confessou ter matado a companheira por estrangulamento.

Segundo a DIG de Sorocaba (Delegacia de Investigações Gerais), responsável pelo caso, o acusado prestou depoimento por cerca de cinco horas. Uma carta encontrada sobre o corpo da vítima (veja abaixo) teria sido escrita por ele. Nela, ele relata que a vítima “teria uma conversa com ex com perfil de aplicativo de encontro”.

Raszejas foi indiciado por feminicídio e encaminhado à Cadeia Pública de São Roque. A polícia apreendeu seus documentos e os cartões de banco da vítima que estavam com ele. O celular de Kelly vai ser periciado. Durante depoimento à delegada Luciane Bachir, ele confessou que teria cometido o crime por ciúme. O acusado tem histórico de violência doméstica. Sua ex-esposa adquiriu na Justiça medida protetiva após ter sofrido agressões cometidas por ele. Segundo relatos de testemunhas, Kelly também era agredida pelo companheiro.

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Foto: reprodução/Facebook

O acusado, logo após cometer o crime, fugiu de moto. Ele chegou a sair do país, seguiu para o Paraguai e atravessou a Ponte da Amizade e, segundo a polícia, lá foi assaltado e resolveu voltar para o Brasil. No retorno, veio de ônibus de Foz do Iguaçu e foi, durante essa viagem, que a polícia recebeu uma denúncia anônima. Quando ele chegou na rodoviária de Itapetininga a Polícia Militar já estava à sua espera.

O caso

A técnica de enfermagem foi achada morta na quinta-feira (4), em Sorocaba e era vítima de violência doméstica. O corpo de Kelly Christina Parreira foi localizado em um condomínio no Jardim Tropical, Zona Oeste da cidade.

A delegada responsável pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba, Luciane Regina Bachir, informou que familiares e amigos da vítima prestaram depoimento à polícia e relataram que Kelly sofria agressões. “Tem relato sim, de agressão física, ameaças praticadas pelo companheiro”.

Segundo a delegada, Kelly foi encontrada pela família depois de ficar dois dias sem responder a mensagens e ligações telefônicas.

A carta

“Fizemos tudo um pelo outro. Pensei que fosse sincero ‘mais’ conversando com ex…. E com perfil de aplicativo de encontro. Não suporto isso. Trabalhamos como doidos e olha o que deu”

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