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A Páscoa sem os festeiros do Divino nesta pandemia - veja a coluna semanal de Vanderlei Testa

Postado em: 03/04/2021

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Por Vanderlei Testa

 

Domingo é a festa da Páscoa cristã. Para os que acreditam, como eu na passagem da morte para a vida eterna, na ressureição de Cristo, este é um momento especial. Sempre fica a esperança e, a certeza da data como um marco de fé das pessoas. No lado comercial da páscoa, os ovos de chocolate inundaram as casas e serviram de presentes com coelhinhos.

 

Nas prateleiras dos supermercados encontramos milhares de ovos encalhados, seja pelo alto preço, por falta de dinheiro do povo e pela pandemia do Covid-19. Muita gente se virou com produtos caseiros e mais baratos.

 

Na Comunidade do Divino Espírito Santo, do Jardim Saira, é tradição no domingo da Páscoa o hasteamento da bandeira do Divino. Nesse dia, começava o envio das bandeiras até o Dia de Pentecostes, em cinquenta dias até a celebração da vinda do Espírito Santo.

 

Elaine e Marcos Aurélio Beloto Falcão, casal coordenador da comunidade, acompanhavam a equipe de festeiros com as bandeiras do Divino com Enide e Damasceno à frente. Eram visitadas as indústrias, escolas, residências e comércio do bairro. A intensa programação desta tradicional trajetória dos festeiros sempre foi também o destaque da Catedral Metropolitana, paróquia do Divino do Cerrado e tantas outras da arquidiocese de Sorocaba. As insígnias relembram o início da tradição cristão.

 

Já tive a oportunidade de acompanhar os festeiros em muitas visitas, seja na equipe da Catedral ou comunidade do Divino. A emoção das pessoas e a devoção impressionavam a cada ano que passa. E, olha que essas celebrações em Sorocaba têm mais de 120 anos. Recordo do tempo do saudoso Monsenhor Mauro Vallini seguindo à frente do grupo de festeiros com o saudoso casal Idalina e o médico João Aguiar, Clair e Antonio Labrunetti, Reinalda e Reinaldo Beserrados Reis, Haydée e Antonio Gutierrez, Sandra e Paulo Varchavtchick e dezenas de outros devotos.

 

Na história de Sorocaba, certamente a Festa do Divino é um fato religioso inesquecível. Uma pena que em 2020 e em 2021 mais uma vez não será possível a caminhada das bandeiras pelo isolamento social da pandemia.

 

Resta-nos orar ao Espírito Santo para que nos ajude a sermos fortes. Que sejamos cheios com o Espírito Santo de uma maneira nova e que sejamos poderosamente tocados. “Quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falarás de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhe anunciará o que está por vir”. João 16,13.

 

Vanderlei Testa é jornalista e publicitário; escreve aos sábados no www.jornalipanema.com.br e www.blogvanderleitesta.com

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