Uma catástrofe ecológica, causada por um acidente com um navio-tanque que transportava petróleo, no maior porto da Europa, neste sábado, atingiu centenas de cisnes, gansos, e gaivotas da região.

O casco do Jubail Bow se rompeu com o impacto do navio contra o píer liberando um vazamento de 220 toneladas de petróleo no porto de Roterdã.

Pelo menos 800 aves foram contaminadas em um raio de dez quilômetros, dizem os relatórios. Centenas delas ainda estão na água.

As autoridades imediatamente tentaram conter o vazamento. Os trabalhadores que participaram do resgate ficaram sobrecarregados pelo imenso número de aves contaminadas. Diversos voluntários correram até a área para ajudar a limpá-las.

No domingo, centenas de pássaros cobertos de petróleo estavam sendo levados para abrigos da vida selvagem em Roterdã, Haia e região do gancho Holandês. Segunda-feira, foi montado um centro de ajuda emergencial para os animais em um estacionamento por funcionários da Companhia de Água do Estado em Maassluis.

“Cisnes são pássaros muito grandes. Eles precisam de muito espaço e muita gente para limpá-los”, disse a porta-voz Elske ten Have.

“Ainda não vi um cisne, que seja, intocado pelo petróleo. É uma verdadeira catástrofe”, disse o assessor Claude Velter à TV local.O mestre do porto, René de Vries, disse à TV holandesa que não se lembra de um vazamento em tal escala na última década. “Roterdã era um porto limpo até sábado e queremos continuar assim”.

Mecanismos especializados foram implantados em um esforço para conter o vazamento, mas no domingo ele se espalhou ao longo dos dois canais principais perto de Roterdã, Nieuwe Maas e Nieuwe Waterweg.

A empresa norueguesa Odfjell, proprietária do Bow Jubail, disse que lamenta o vazamento de óleo combustível pesado e iniciou uma investigação para descobrir o que deu errado.

Embora a operação de limpeza possa levar semanas, autoridades afirmaram que o clima quente da área estava ajudando a aliviar o problema.

Fonte: Agência de Notícias Direito dos Animais (ANDA)