Por Gabriel Bitencourt

Há pouco mais de quatro décadas o Brasil celebrava o acordo nuclear Brasil-Alemanha e, por conta dele, enfrentou muitas manifestações contra o ingresso desta matriz energética na produção de energia elétrica no país.

Na Alemanha daquele momento, era efervescente a reação às usinas termonucleares.

Da mesma forma como ocorria naquele país, por aqui também as manifestações usavam como imagem símbolo um sol como fundo para a frase “Energia Nuclear? Não, obrigado!”.

Era a síntese da proposta de troca de uma matriz energética perigosa por outra limpa e com impacto ambiental zero ou próximo dele.

Naquela época, porém, o uso da energia solar para a produção de energia elétrica estava no horizonte longínquo dos sonhos, tanto do ponto de vista do domínio tecnológico, quanto por conta de seus altos custos.

Depois de todo esse tempo, hoje, o uso da energia solar tanto para o aquecimento de água quanto para a produção de energia elétrica é uma realidade cada dia mais presente em nossa vida.

No dia 19 de fevereiro deste ano, a prefeitura de Sorocaba firmou protocolo de intenções com o governo do Estado de São Paulo para instalação de painéis fotovoltaicos nos terminais de ônibus urbanos de Sorocaba com perspectiva de ampliação para demais próprios municipais.

Fato digno de se comemorar.

As boas práticas socioambientais são de responsabilidade de todos: governos, empresas e de cada pessoa, individualmente.

É claro que o peso das ações de cada um destes entes provoca repercussões socioambientais diferenciadas. Uma ação governamental causa uma resposta socioambiental, evidentemente, muito maior do que uma ação individual, ainda que esta seja importante.

Por tudo isso, esse protocolo de intenções se reveste de uma grande importância ambiental e pedagógica.

Que o sol e os ventos impulsionem o desenvolvimento sustentável sobre o qual tanto se fala e pelo qual tão pouco se faz.