Polícia apreende carro e bens de família que arrecadou dinheiro para ajudar bebê com doença degenerativa rara

Foto: Reprodução/NSC TV

A Polícia Civil apreendeu na manhã desta quinta-feira (01/03), celulares, alianças no valor de R$ 7 mil, relógios e um carro avaliado R$ 140 mil, da família do menino Jonatas, que sofre de uma doença degenerativa rara, em Joinville, no Norte catarinense.

A família esta sendo investigada por suspeita por suspeita de apropriação indébita das doações arrecadadas pela campanha “Ame Jonatas” para pagar luxos. A campanha arrecadou quase R$ 4 milhões. Jonatas, de 1 ano e 8 meses, tem atrofia muscular espinhal (AME) e as doações foram pedidas para pagar a primeira parte do tratamento da criança. Ele continua em tratamento domiciliar.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido pelos policiais civis por volta das 6 horas desta quinta-feira, dia 1º. A delegada responsável pelo caso, Geórgia Bastos, disse à NSC TV que a ação policial faz parte do inquérito e que na sexta-feira (2) a Polícia Civil vai informar o andamento da investigação.

Em entrevista à NSC TV, a delegada responsável pelo caso, Geórgia Bastos, disse que a ação policial faz parte do inquérito e que, nesta sexta-feira, 2, a Polícia Civil vai informar o andamento da investigação.

Investigação
A polêmica esquentou no mês passado, depois que Aline e Renato publicaram fotos de uma viagem de réveillon para Fernando de Noronha.

A Justiça bloqueou em janeiro, de forma liminar, os valores levantados com a campanha, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina. O MPSC argumentou que tinha recebido informações de que o dinheiro doado na campanha estaria sendo usado para bancar luxos, como uma viagem para passar o réveillon em Fernando de Noronha e a compra de um carro de R$ 140 mil.

O Ministério Público também justificou o pedido do bloqueio porque o casal não estava cumprindo acordo feito em audiência em outubro de 2017 para que prestasse contas dos recursos arrecadados e despesas.

Em fevereiro, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso, a pedido do MPSC. No mesmo mês, a Justiça negou pedido da família para desbloquear os recursos conseguidos com a campanha.

Atrofias Musculares Espinhais (AME)
As Atrofias Musculares Espinhais (AME) têm origem genética e caracterizam-se pela atrofia muscular secundária à degeneração de neurônios motores localizados no corno anterior da medula espinhal. A AME, afeta aproximadamente 1 em 10.000 nascimentos , com uma frequência de doentes de 1 em 50 portadores. Casais que tiveram uma criança afetada têm 25% de risco de recorrência em cada gravidez subsequente.

As doenças neuromusculares, caracterizam-se por situações decorrentes de problemas localizados na ponta anterior da medula, nos nervos periféricos, nas placas mioneurais ou nos músculos. As atrofias Musculares Espinhais e as Distrofias Musculares são exemplos de doenças neuromusculares de origem genética. Não raro ocorre confusão em relação a estes dois diagnósticos.

A doença não têm cura definitiva. No entanto a fisioterapia, os bons cuidados no acompanhamento clínico e alguns aparelhos ortopédicos ajudam a manter a independência destas crianças, a função de seus músculos e a integridade física e mental.

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