Família de Sorocaba entra na Justiça para realizar cirurgia de bebê com deficiência múltipla

Foto: Arquivo pessoal

Uma família de Sorocaba vive um drama e teve que acionar a Justiça para conseguir marcar uma cirurgia que pode salvar a vida de seu filho, de apenas um mês de vida Miguel Henrique Souza. Desde que nasceu o menino está entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Sorocaba.

O procedimento cardíaco pediátrico é apenas um dos que o paciente precisa, o menino nasceu com furos no coração, parte de um braço e pernas com diferentes tamanhos. De acordo a mãe do bebê, Gedália Jovino, de 31 anos, os exames realizados durante a gestação não detectaram qualquer anormalidade.

“O que mais me assustou foi que ninguém viu nada disso, muitas coisas poderiam ser feitas se tivesse visto ainda do parto”, desabafa.

Gedália Jovino notou que havia algo errado com o filho nos primeiros minutos após o parto e em seguida ela foi informada que o bebê precisaria de cuidados especiais e desde então a criança permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Pela situação grave da criança, a advogada da família Cássia Monteiro levou o caso à Justiça, pedindo assim agilidade na transferência de Miguel Henrique Souza e a realização da cirurgia.

A Justiça concedeu liminar com prazo de 72 horas para o pedido ser atendido, sob pena de multa diária e R$ 2 mil, mas a determinação ainda não foi cumprida. “Nós entramos com um mandado de segurança contra o Poder Público e o juiz acatou. Só que a prefeitura não cumpriu, isso é crime de desobediência”, afirma a advogada.

Em nota, a Prefeitura de Sorocaba afirma ter solicitado a transferência do menino para cirurgia. “A cirurgia e a regulação de vagas são de competência da Secretaria do Estado de Saúde. Por conta disso, a Secretaria de Saúde de Sorocaba (SES) recorreu da determinação e está em contato com o Estado para a resolução o mais rápido possível desse processo”.

No entanto, a Secretaria de Estado da Saúde informou que não tem nenhum pedido de internação ou transferência em nome de Miguel ou da mãe dele.

Gedália e o marido moram no Jardim Gonçalves com outros quatro filhos. Os irmãos ainda não tiveram contato com Miguel e ficam em casa enquanto a mãe presta apoio ao bebê internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“As crianças ficam em casa e a gente se vira como pode, mas ficamos na angústia. Não quero dinheiro e não precisa de campanha por enquanto. Só quero que ele passe por essa cirurgia”, desabafa.

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